O número de empresas ligadas aos 102 maiores conglomerados sul-coreanos recuou para 3.534 em 3 de agosto. O dado, divulgado nesta sexta-feira (14) pela Comissão de Comércio Justo (FTC), marca uma redução líquida de quatro unidades em relação ao trimestre anterior, quando a contagem era de 3.538 firmas.
Movimentação real
Não se trata apenas de números baixando. A lista briga com fluxos internos. Segundo levantamentos da FTC consultados pela Yonhap, 79 companhias foram retiradas do radar por fusões, cisões ou outras rearrumações. No mesmo intervalo, 75 novas entradas surgiram. O saldo negativo é mínimo, mas indica que os grandes grupos estão mexendo na mobília, não derrubando paredes.
A SK Group liderou as saídas com sete empresas cortadas. A DB removeu onze. A Hyosung eliminou seis, embora tenha compensado abrindo portas para 11 novas afiliadas no período. O GS Group também ganhou terreno, adicionando nove nomes à sua carteira.

Por que o ajuste?
A FTC interpreta esses movimentos como uma resposta obrigatória às mudanças no cenário industrial. Os conglomerados buscam novas oportunidades de negócio rearrumando seus ativos. É uma adaptação tática, não um encolhimento geral do setor.
A legislação local impõe transparência total: empresas com patrimônio superior a 5 trilhões de won (cerca de US$ 3,82 bilhões) devem detalhar suas estruturas e operações comerciais internas. Cabe à reguladora monitorar esses dados para evitar práticas anticompetitivas. Com o volume estável, confirma-se que a reorganização é cirúrgica.


