A Analog Devices (ADI) anunciou em 9 de setembro de 2026 a compra da Alif Semiconductor por US$ 1,35 bilhão à vista. Há até US$ 200 milhões a mais em pagamentos que dependem de resultados. A Alif constrói microcontroladores e processadores de fusão para inteligência artificial na borda (edge AI), com foco na economia de energia.
O negócio, divulgado em comunicado conjunto entre as sedes de Wilmington (Massachusetts) e Pleasanton (Califórnia), mostra a ADI apostando no “Physical Intelligence” (inteligência física). O CEO da ADI, Vincent Roche, disse (conforme o Unite.AI) que a IA está saindo dos data centers e indo para o mundo físico. Lá, latência, consumo de energia e confiabilidade são imprescindíveis.
Estratégia de integração sensorial e computação local
Roche disse que associar as capacidades digitais da Alif à experiência analógica da ADI – que inclui sensoriamento multimodal, processamento de sinais, conectividade e software – permitirá criar sistemas que detectam, pensam e agem localmente, em tempo real. A ADI define sua abordagem como uma mistura de tecnologias analógicas, digitais, de IA e software que atuam na “borda inteligente”.
Tecnologia da Alif
A Alif, segundo o Unite.AI, tem uma plataforma heterogênea de microcontroladores e processadores de fusão “AI-native”. Seus dispositivos combinam unidades de processamento neural (NPUs) e aceleração gráfica avançada, e scalam de núcleo único para múltiplos núcleos. Reza Kazerounian, cofundador e presidente da Alif, disse a empresa foi fundada para reinventar o que um microcontrolador pode ser na era da IA, mesclando processamento neural de baixo consumo com conectividade, segurança e gerenciamento de energia.
A ADI registrou receita de mais de US$ 11 bilhões no ano fiscal de 2025. A compra amplia seu mercado endereçável em setores como industrial, infraestrutura de data centers, defesa, energia, robótica, saúde digital e wearables. As condições de fechamento e a data prévista não foram divulgadas no material analisado.


