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Acordo Reino Unido-Golfo pode acelerar construção de data centers

Acordo de livre comércio entre Reino Unido e GCC elimina barreiras a fluxos de dados e pode impulsionar a construção de data centers na região.

02 de set., 17:23 11 fontes · 8 países Infra Infraestrutura
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Instalação de centro de dados com servidores e infraestrutura Foto: Brett Sayles / Pexels

O acordo de livre comércio entre o Reino Unido e o Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), assinado em maio de 2026, pode acelerar a construção de centros de dados na região, ao remover obstáculos a fluxos transfronteiriços de dados e atrair investimentos em infraestrutura digital. O tratado figura entre os acordos comerciais mais relevantes fechados pela pós‑Brexit Britânica.

Disposições do acordo sobre fluxos de dados

Segundo a City AM, o acordo retira exigências injustificadas de localização de dados. Isso permite que informações do Golfo sejam armazenadas no Reino Unido e que dados do Reino Unido sejam guardados nos países do Golfo. A mudança pretende apoiar negócios digitais e a inserção de IA nas estratégias de diversificação dos países do Golfo. Em maio de 2026, o então Ministro de Estado para o Comércio, Chris Bryant, declarou que o tratado inclui compromissos desenhados para esse setor.

Capacidade de centros de dados no Golfo e no Reino Unido

A mesma fonte informa que, em 2025, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar somavam cerca de 1,06 GW de capacidade instalada de centros de dados, com previsão de ultrapassar 2 GW até 2028. A parcela destinada a IA deveria subir de 205 MW em 2025 para 534 MW no mesmo intervalo. A Arábia Saudita chegou a aproximadamente 440 MW em 2025 e pretende alcançar 1,3 GW até 2030. Já o Reino Unido possui cerca de 2 GW de capacidade atual, enquanto Londres acumula mais de 5 GW de oferta total entre centros em operação, em construção, comprometidos e em estágio inicial, segundo a pesquisa da DC Byte.

Desafios e oportunidades para o setor

Apesar do potencial, a City AM destaca que os centros de dados consomem muita eletricidade, ponto sensível diante do alto custo de energia no Reino Unido. A escassez de terreno e a oposição local frequentemente atrasam licenciamentos. Do outro lado, o Golfo oferece programas de desenvolvimento ambiciosos, acesso a energia barata e recursos financeiros abundantes, fatores que podem atrair investimentos britânicos para projetos na região. A construção de um centro de demanda vai além dos servidores: envolve engenharia, refrigeração, gestão de energia, cibersegurança, serviços financeiros, expertise jurídica, construção, imobiliária especializada, energia renovável e infraestrutura digital.

O que ainda não foi divulgado

Apurado em 11 fontes

City AM (Reino Unido)

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