Austrália contabilizou 184 mil eletricistas em 2025, alta de 30 mil profissionais em um ano, após período estável de cerca de 150 mil trabalhadores. O crescimento reflete forte demanda setorial e mudanças na percepção de curso técnico como via de avanço e estabilidade no emprego.
Estatísticas e contexto do mercado
Imagens de TikTok mostram o dia a dia: amanheceras geladas, esgueirar em coxas de telhado, cachorros travados. Mas, apesar dos riscos — choque elétrico, queimaduras por fios vivos, inalação de materiais tóxicos e quedas de altura —, ser eletricista nunca esteve tão em alta.
KPMG analisou dados governamentais e constatou que, após uma fase estável de cerca de 150 mil eletricistas no país, o total disparou para 184 mil em 2025. Mais de 11 mil aprendizes foram inscritos no TAFE NSW no último ano, alta de 4,5% desde 2021. O ministro Steve Whan informou que o número de aspirantes esperando seis meses para iniciar treinamento caiu de quase 1.000 em 2022 para zero neste ano, sinal de maior fluidez no ingresso na profissão.
Fatores de crescimento e oportunidades além da construção
A construção residencial viu um grande aumento de novos empreendimentos, reformas e derrubadas-reconstruções, impulsionando vagas. O setor oferece certeza de emprego pelos dois ou três próximos anos, alinhado ao programa Free TAFE, que ajudou a mudar a percepção de que um curso técnico é uma boa via para ganhar dinheiro e progredir.
Além da construção, a demanda também se expandiu para mineração, fazendas solares, centros de dados e atualização de redes elétricas, ampliando oportunidades para eletricistas em todo o país.
Desafios, riscos e por que a carreira é à prova de IA
A profissão expõe riscos como choque elétrico, queimaduras por fios vivos, inalação de materiais tóxicos e quedas de altura. Segundo Terry Rawnsley, da KPMG, robôs não conseguem reescrever uma casa ainda, tornando a carreira menos vulnerável à automação que cargos de escritório tradicionais. A profissão é considerada à prova de IA porque tarefas de rewiring residencial exigem presença física e contato direto com sistemas energizados, que a tecnologia atual não substitui.
Kaitlyn McMahon, 31, aprendiz de quarto ano na BlueScope Steel, disse ter caído no amor ao comércio. A função combina desafios práticos com estabilidade, atraindo novos profissionais mesmo em um cenário de transformação tecnológica.
- Mais de 11 mil aprendizes foram inscritos no TAFE NSW no último ano.
- O número de eletricistas no país subiu de 150 mil para 184 mil.
- A profissão é considerada à prova de IA por exigir presença física.


