O Linux passa a rejeitar automaticamente patches gerados por modelos de linguagem na área de drivers/staging do kernel. A nova política, anunciada por Greg Kroah-Hartman, visa impedir uma enxurrada de envios automatizados que comprometem o propósito educativo do ambiente.
Foco no aprendizado humano
A área de staging do Linux funciona como um ambiente de treino para novos desenvolvedores, onde o objetivo principal é aprender o fluxo de trabalho e aprimorar habilidades. Segundo Kroah-Hartman, o uso de IA para automatizar correções de estilo ou mudanças de código anula a função didática deste espaço. Ele reforça que a equipe mantém problemas conhecidos propositalmente para permitir que iniciantes ganhem experiência prática.
Exceção para segurança
O veto possui uma única exceção: correções que tratem de problemas reais de segurança. Contudo, o mantenedor faz um alerta importante sobre a confiabilidade das ferramentas atuais: pelo menos 1/3 dos resultados gerados por modelos de linguagem são considerados incorretos ou prejudiciais.

- Patches de segurança via IA exigem prova de teste em hardware real.
- O autor deve documentar como o teste foi realizado e defender sua proposta.
- O uso indevido de IA para tentar enganar mantenedores resultará em sanções.
O que ainda não foi divulgado
Até o momento, não foram detalhadas quais métricas específicas serão adotadas para identificar a origem dos patches, embora o mantenedor afirme que a natureza automatizada do código seja óbvia. Também não foram comunicadas medidas punitivos adicionais além do aviso sobre futuras tentativas de ludibriar os responsáveis pelo projeto.
Esta notícia foi veiculada em 3 fontes, todas sediadas nos Estados Unidos.