O Gartner alerta que a maioria das futuras violações de privacidade ocorrerá por meio de inferências geradas por inteligência artificial, e não pelo vazamento direto de dados. A consultoria projeta que o risco está mudando do vazamento de registros tradicionais para o chamado vazamento de insights.
A nova natureza dos vazamentos
As organizações concentraram seus esforços históricos na contenção do vazamento de dados pessoais. Contudo, a IA avançada e o aprendizado de máquina permitem agora a reconstrução de informações sensíveis, como padrões comportamentais e condições de saúde, a partir de conjuntos de dados agregados ou anonimizados. Como esses sistemas operam sem as restrições dos mecanismos tradicionais de controle, os ataques cibernéticos baseados em conclusões inferidas tornam-se difíceis de detectar pelos sistemas de segurança atuais.
Reestruturação das estratégias corporativas
A tendência exige uma revisão profunda nas táticas de proteção de dados. O Gartner estima que, até 2028, os investimentos das empresas em proteção da integridade dos dados alcançarão patamares semelhantes aos gastos atuais voltados exclusivamente à confidencialidade das informações. A consultoria aponta que as companhias precisam priorizar riscos relacionados a perfis gerados por IA que sejam tendenciosos, imprecisos ou não autorizados.
Recomendações técnicas
Para mitigar esses riscos, o Gartner recomenda a adoção de uma série de práticas:
- Incorporação de governança de IA nos programas de privacidade;
- Implementação de tecnologias que aumentam a privacidade (PETs), como dados sintéticos e privacidade diferencial;
- Reforço no ciclo de vida e na minimização de dados;
- Aumento da supervisão humana e maior transparência nos processos de IA.
A notícia foi veiculada em 2 fontes da Coreia do Sul.