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YMTC planeja IPO de US$ 4,9 bi na bolsa STAR de Xangai

Yangtze Memory Technologies teve pedido de listagem aceito na bolsa de Xangai, com oferta de 33 bilhões de yuan no mercado STAR

22 de ago., 03:02 7 fontes · 5 países Negócios Infraestrutura
Negócios
Memória flash YMTC Foto: Pixabay / Pexels

YMTC, a fabricante chinesa de chips de memória flash, teve o pedido de listagem na bolsa de Xangai aprovado na quinta-feira, 21 de agosto de 2026, abrindo caminho para uma oferta de 33 bilhões de yuan (US$ 4,9 bilhões) no mercado STAR, entre as maiores da história desse segmento.

O anúncio, feito na última quinta-feira, posiciona a Yangtze Memory Technologies Corp (YMTC) entre as empresas mais aguardadas para fazer uma grande entrada no mercado de capitais chinês, especialmente no STAR, o segmento de crescimento da bolsa de Xangai que segue o modelo da Nasdaq e desde 2021 atrai empresas de tecnologia de ponta.

Mas o grande destaque não é só o valor da oferta — 33 bilhões de yuan equivalem a uma das maiores colocações já feitas no STAR Market. Para colocar em perspectiva: nem todas as empresas conseguem chegar perto disso. E a YMTC chegou com um negócio que, apesar de estar em uma posição delicada no contexto das relações comerciais entre Washington e Pequim, continua sendo um dos maiores players globais de memória flash.

Detalhes da oferta

A aprovação veio após uma análise cuidadosa por parte dos reguladores da bolsa de Xangai, que exigem rigoroso compliance para empresas que buscam arrecadar altos valores. A oferta de US$ 4,9 bilhões (33 bilhões de yuan) coloca a YMTC no topo das ofertas do STAR Market, segundo documentos oficiais divulgados na quinta-feira.

O dinheiro arrecadado será usado principalmente para expansão de capacidade de produção de chips de memória flash, segundo a empresa. Com isso, a YMTC espera aumentar sua participação de mercado global, especialmente diante da crescente demanda por armazenamento em data centers e dispositivos eletrônicos.

A captação também deve atrair a atenção de fundos institucionais e investidores internacionais que têm buscar exposição ao setor de semicondutores chinês, apesar das restrições dos EUA à tecnologia avançada exportada para a China.

Edifício da bolsa de valores de Xangai
Foto: Ale Zuñiga / Pexels

Contexto de mercado

Mas a listagem da YMTC não é um caso isolado. Nos últimos meses, outras grandes empresas chinesas de tecnologia também voltaram às bolsas, sinalizando uma retomada do apetite por IPOs no país, após um período de endurecimento regulatório que abalou o setor.

Entre 2021 e 2023, o governo chinês impôs restrições duras sobre empresas de tecnologia, educação e finanças, o que fez muitas delas adiar ou cancelar suas ofertas. Agora, com o cenário mais estável, a YMTC se junta a nomes como ChangXin Memory Technologies (CXMT) e a empresa de robótica Unitree, que também fizeram grandes estreias recentes.

A CXMT, que atua na memória de alta performance, e a Unitree, especializada em robótica avançada, mostraram que o mercado está aberto a empresas que conseguem se diferenciar tecnologicamente — e que não estão diretamente sob sanções dos EUA.

O fato de empresas como CXMT e Unitree conseguirem arrecadar bilhões sem grandes problemas indica que há espaço para a YMTC seguir o mesmo caminho, mesmo enfrentando um cenário geopolítico complexo. A arrecadação de US$ 4,9 bilhões, no entanto, exige mais do que capital — exige confiança de que a empresa pode se manter competitiva diante das restrições internacionais.

Apurado em 7 fontes

The Economic Times (Índia) · InfoMoney (Brasil)

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