Xiaomi apresenta chip Xring O3 com produção da TSMC e foco em smartphones dobráveis
Contexto e história da série Xring
- O Xring O3 chega um ano após o lançamento do primeiro processador proprietário da Xiaomi, o Xring O1, marcando o mais recente passo na estratégia da terceira maior vendedora de smartphones do mundo de desenvolver seus próprios componentes, juntando-se a rivais como Apple, Samsung Electronics e Huawei nesse esforço.
- Segundo a Free Malaysia Today, a Xiaomi vendeu aproximadamente 150 mil smartphones baseados no chip Xring O1 desde seu lançamento em maio de 2025.
- De forma cumulativa, dispositivos alimentados pelo processador Xring O1, incluindo smartphones, tablets e relógios inteligentes, superaram 1 milhão de unidades enviadas desde o lançamento, conforme comunicado em chamada de resultados recente da empresa.
- A expansão da Xiaomi para o mercado de smartphones dobráveis com o chip O3 pode intensificar a competição com a Huawei, que despachou 1,6 milhão de dobráveis na China no segundo trimestre, conquistando 68% de participação de mercado segundo a Smart Analytics Global, seguida pela Honor com 13,7% e Oppo com 8,5%.
- A Xiaomi reiniciou o desenvolvimento de grandes chips internos em 2021 e planeja investir pelo menos 50 bilhões de yuan (US$ 7 bilhões) ao longo de uma década nesse esforço, demonstrando compromisso de longo prazo com a independência tecnológica.
Desempenho financeiro e perspectiva de mercado
- No primeiro semestre de 2026, a Xiaomi vendeu 65 milhões de aparelhos a um preço médio de 1,329 yuan (US$ 197,74), comparado a 84 milhões de unidades no mesmo período de 2025 a um preço médio de 1,141 yuan, e 83 milhões de unidades a 1,123 yuan em 2024, segundo dados da Visible Alpha by S P Global.
- As remessas globais de smartphones devem recuar 14% em 2026, segundo a International Data Corporation, em um cenário de queda nas vendas de dispositivos e aumento de custos de memória e componentes que pesam sobre a demanda.
- A Xiaomi enfrentou pressão de custos, com preços de memória e componentes em alta afetando a rentabilidade e impulsionando preços ao consumidor em um mercado de smartphones em contração.
- A estratégia de chips próprios permite maior controle sobre recursos de produto e melhor poder de negociação com fornecedores, um fator crítico em um ambiente de mercado desafiante onde as margens de pressão são comuns.
Outros chips da série Xring em desenvolvimento
- A Xiaomi contratou a TSMC para fabricar dois chips adicionais da série Xring: o Xring O100, um processador de 6 nanômetros para unidade neural que suportará o modelo de linguagem MiMo em dispositivos de consumidor; e o Xring D100, um chip de 3 nanômetros destinado à direção autônoma.
- Segundo a Free Malaysia Today, ambos os chips O100 e D100 concluíram desenvolvimento e estão programados para deployment no próximo ano.
- A Xiaomi investiu mais de 20 bilhões de yuan (US$ 3 bilhões) no desenvolvimento da série Xring até o momento.
- A unidade de design semiconsor da empresa cresceu para mais de 3 mil pessoas, expandindo-se de 2,5 mil no ano anterior, refletindo o compromisso da empresa com a independência tecnológica.
- A entrada da Xiaomi no mercado de chips de autonomia automotiva com o Xring D100 posiciona a empresa para expandir além de smartphones, aproveitando a crescente demanda por processamento de IA em veículos, embora dados específicos sobre o negócio de veículos elétricos não tenham sido divulgados completamente.


