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Xi e Microsoft exigem controle humano sobre a IA

Líderes dos EUA e China defendem supervisão humana na IA; Microsoft publica código de conduta para impedir que modelos ajam sozinhos.

24 de set., 15:57 21 fontes · 8 países Regulação
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Aperto de mão entre Donald Trump e Xi Jinping na Casa Branca Foto: Chengxiang LIAO / Pexels

Em 24 de setembro de 2026, o presidente chinês Xi Jinping afirmou na Casa Branca que Estados Unidos e China têm a responsabilidade de desenvolver a inteligência artificial para o bem comum e mantê-la sempre sob controle humano, no mesmo dia em que a Microsoft publicou um código de conduta provisório que impede seus modelos de IA de desenvolverem metas próprias ou comportamentos autônomos.

As duas notícias convergem para um momento em que o debate sobre os riscos da aceleração da IA ganhou força após alertas de executivos da Anthropic e da OpenAI e a demissão de um pesquisador que acusou as empresas de antepor a corrida tecnológica à segurança.

Xi Jinping coloca controle humano no centro da agenda bilateral

Em visita de Estado a Washington entre 23 e 25 de setembro, Xi Jinping discursou ao lado de Donald Trump e disse que ambos os países são nações líderes em inteligência artificial e devem garantir que a tecnologia esteja sempre sob controle humano e sirva ao povo, segundo a imprensa peruana e argentina que cobriu o encontro. "Temos tanto a capacidade quanto a responsabilidade de desenvolver e gerir a IA para o bem", afirmou Xi, conforme publicado pelo diário peruano Correo.

Trump reconheceu que a inteligência artificial, tratada como "superinteligência" na reunião, foi tema central da agenda e afirmou que as decisões dos dois países sobre o assunto podem promover a paz nas próximas décadas, de acordo com a argentina TN. A criação de uma junta de comércio bilateral também foi anunciada.

Xi ainda pediu que a competição entre Washington e Pequim seja "saudável" e que a rivalidade não se torne confrontação, citando que os interesses estão "profundamente entrelaçados".

Microsoft publica código de conduta para impedir autonomia da IA

A Microsoft divulgou um documento provisório intitulado 'Código de conduta para uma IA humanista', no qual se compromete a manter seus modelos de inteligência artificial sob supervisão humana, informou o hondurenho La Prensa, citando a agência EFE.

Entre as restrições, a empresa se compromete a impedir que seus modelos ajudem a fabricar armas, facilitem a aquisição de substâncias perigosas ou promovam comportamentos alimentares prejudiciais à saúde. Também não poderão gerar conteúdo violento ou sexualmente explícito.

Prédio da Microsoft em Redmond, Washington
Foto: Dhruv Sarin / Pexels

O código estabelece que os modelos devem "evitar desenvolver metas próprias" e "evitar comportamentos destinados a ocultar erros ou condutas indevidas dos sistemas", segundo a mesma fonte. A Microsoft ainda afirma que qualquer sistema que não possa estar sob controle humano deve ser rejeitado e que "as pessoas importam mais que a IA".

O documento permanecerá aberto a comentários por seis semanas, com versão atualizada prevista para o fim do ano, que servirá de guia para o desenvolvimento dos modelos a partir de 2027.

Contexto: alertas de Anthropic e OpenAI

De acordo com a cobertura da La Prensa, o código foi publicado depois que Anthropic e OpenAI reavivaram o debate sobre os riscos da aceleração do desenvolvimento da IA e pediram um marco federal de segurança nos EUA. Jacob Coxon, pesquisador da Anthropic que trabalhou na OpenAI, pediu demissão e acusou ambas as empresas de antepor a corrida por sistemas mais avançados à segurança.

Dario Amodei, CEO da Anthropic, e Sam Altman, CEO da OpenAI, defenderam a desaceleração no desenvolvimento dos modelos mais potentes. Trump, no entanto, rejeitou a ideia e afirmou que os EUA devem manter a liderança tecnológica sobre a China.

O que ainda não foi divulgado

Apurado em 21 fontes

La Prensa (Honduras) (Honduras) · Correo (Peru) · TN (Todo Noticias) (sitemap-news) (Argentina)

ver as 21 fontes

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