Kevin Warsh, que já presidiu o Federal Reserve, disse que vai trabalhar para conter a inflação enquanto alerta que a inteligência artificial pode estar gerando um choque na economia.
A declaração foi feita em sua primeira grande entrevista pública desde deixar o banco central americano, segundo cobriu The Athletic (EUA).
Warsh reiterou que manter a estabilidade de preços continua sendo o foco principal da política monetária, mas repetiu que não vai antecipar como as taxas de juros evoluirão nos próximos meses.
Em entrevista coletiva, o ex-dirigente do Fed disse que seguiu o mesmo caminho de seu antigo colega no banco central: evitar dar qualquer pista sobre a trajetória futura da política monetária.
Sobre os impactos da IA, Warsh disse que os efeitos sobre produtividade e demanda podem causar choques temporários que exigem atenção. Mas enfatizou que, por enquanto, isso não muda a necessidade de manter os juros estáveis.

The Athletic destacou que a postura de Warsh reflete uma certa cautela diante das incertezas trazidas pelo avanço da tecnologia, mas também mostra que ele prefere não antecipar reações antes de ver mais dados.
Ele ainda não indicou se haverá ajustes nas próximas reuniões do Fed, algo que mercado observa de perto. Para os próximos meses, o recado parece claro: mais informações, menos pressa.
O jornal americano concluiu que, na visão de Warsh, o duplo desafio de inflação e IA define como o Fed deve navegar os próximos passos — sem pressa, sem surpresas.


