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TREs sorteiam urnas para teste de integridade no 2º turno

Os TREs definiram neste sábado as urnas que passarão por auditoria pública no segundo turno das eleições de 2026.

24 de out., 19:46 6 fontes · 1 país Regulação Regulação
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Auditoria eleitoral com transmissão ao vivo Foto: Edmond Dantès / Pexels

Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) realizaram neste sábado (24) o sorteio das urnas eletrônicas que passarão pelo teste de integridade no segundo turno das eleições de 2026. O procedimento, realizado desde 2002, tem como objetivo comprovar que cada voto depositado na urna é o mesmo contabilizado pelo sistema eletrônico. Desta vez, marcou a presença de auditores independentes e foi acompanhado por servidores do TRE-DF. Nunca houve indício de falha técnica nas urnas ou no sistema eleitoral.

Como funciona o teste de integridade

Antes da votação, voluntários e representantes de partidos preenchem cédulas de papel com votos fictícios que disputam a eleição. As cédulas são guardadas em urnas de lona lacradas. No domingo (25), os votos são digitados, um a um, nas urnas eletrônicas selecionadas. Ao final, a contagem do papel é comparada com o resultado eletrônico. Como os auditores sabem previamente quais votos foram inseridos, podem verificar se o resultado da urna corresponde exatamente ao que foi digitado.

O teste é público e pode ser acompanhado por partidos, federações, coligações, entidades fiscalizadoras, imprensa e cidadãos. Todo o procedimento é gravado em áudio e vídeo, com transmissão ao vivo.

Divergências no primeiro turno e selo de confiança

Segundo o presidente do TRE-DF, Angelo Passareli, a auditoria identificou duas inconsistências no primeiro turno, ambas causadas por erro de digitação. “Nós não tivemos um único equívoco, que não fosse humano”, afirmou. O juiz presidente da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica do TRE-DF, João Marcos Guimarães Silva, garantiu que o processo é plenamente seguro e impossível de erro.

Escolha e transporte das urnas

Das 23 urnas selecionadas pelo TRE-DF, 20 passarão pelo teste de integridade e 3 serão submetidas ao teste de autenticidade, que verifica o software dos equipamentos. As urnas foram retiradas dos colégios eleitorais e levadas a locais de auditoria, que ficarão lacrados até o início da votação. Para não haver prejuízo aos eleitores, os equipamentos são substituídos por urnas de contingência.

Foto: Edmond Dantès / Pexels

No primeiro turno, o TSE realizou o teste de integridade pela primeira vez na sua sede, por determinação do presidente da corte eleitoral, Kassio Nunes Marques. Duas urnas lacradas em seções eleitorais do Distrito Federal foram levadas à sede do TSE e instaladas em uma sala aberta ao público, mostrando que não havia votos contabilizados em seu sistema.

Onde a cobertura diverge

O Valor Econômico destacou a iniciativa como uma medida de transparência promovida pelo TSE, enquanto a CNN Brasil enfatizou a dimensão nacional do teste, com a participação de todos os TREs. A imprensa destacou, de forma semelhante, a ausência de falhas técnicas em mais de duas décadas de aplicação.

O que ainda não foi divulgado

O material não informa detalhes sobre a quantidade de urnas sorteadas em cada região do país, nem a relação exata de colégios eleitorais envolvidos. Não há also informações sobre o número de auditores independentes que acompanham o processo ou sobre eventuais restrições à imprensa durante o teste.

Apurado em 6 fontes

Valor Econômico (Brasil) · Metrópoles (Brasil) · CNN Brasil (Brasil)

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