Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) realizaram neste sábado (24) o sorteio das urnas eletrônicas que passarão pelo teste de integridade no segundo turno das eleições de 2026. O procedimento, realizado desde 2002, tem como objetivo comprovar que cada voto depositado na urna é o mesmo contabilizado pelo sistema eletrônico. Desta vez, marcou a presença de auditores independentes e foi acompanhado por servidores do TRE-DF. Nunca houve indício de falha técnica nas urnas ou no sistema eleitoral.
Como funciona o teste de integridade
Antes da votação, voluntários e representantes de partidos preenchem cédulas de papel com votos fictícios que disputam a eleição. As cédulas são guardadas em urnas de lona lacradas. No domingo (25), os votos são digitados, um a um, nas urnas eletrônicas selecionadas. Ao final, a contagem do papel é comparada com o resultado eletrônico. Como os auditores sabem previamente quais votos foram inseridos, podem verificar se o resultado da urna corresponde exatamente ao que foi digitado.
O teste é público e pode ser acompanhado por partidos, federações, coligações, entidades fiscalizadoras, imprensa e cidadãos. Todo o procedimento é gravado em áudio e vídeo, com transmissão ao vivo.
Divergências no primeiro turno e selo de confiança
Segundo o presidente do TRE-DF, Angelo Passareli, a auditoria identificou duas inconsistências no primeiro turno, ambas causadas por erro de digitação. “Nós não tivemos um único equívoco, que não fosse humano”, afirmou. O juiz presidente da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica do TRE-DF, João Marcos Guimarães Silva, garantiu que o processo é plenamente seguro e impossível de erro.
Escolha e transporte das urnas
Das 23 urnas selecionadas pelo TRE-DF, 20 passarão pelo teste de integridade e 3 serão submetidas ao teste de autenticidade, que verifica o software dos equipamentos. As urnas foram retiradas dos colégios eleitorais e levadas a locais de auditoria, que ficarão lacrados até o início da votação. Para não haver prejuízo aos eleitores, os equipamentos são substituídos por urnas de contingência.

No primeiro turno, o TSE realizou o teste de integridade pela primeira vez na sua sede, por determinação do presidente da corte eleitoral, Kassio Nunes Marques. Duas urnas lacradas em seções eleitorais do Distrito Federal foram levadas à sede do TSE e instaladas em uma sala aberta ao público, mostrando que não havia votos contabilizados em seu sistema.
Onde a cobertura diverge
O Valor Econômico destacou a iniciativa como uma medida de transparência promovida pelo TSE, enquanto a CNN Brasil enfatizou a dimensão nacional do teste, com a participação de todos os TREs. A imprensa destacou, de forma semelhante, a ausência de falhas técnicas em mais de duas décadas de aplicação.
O que ainda não foi divulgado
O material não informa detalhes sobre a quantidade de urnas sorteadas em cada região do país, nem a relação exata de colégios eleitorais envolvidos. Não há also informações sobre o número de auditores independentes que acompanham o processo ou sobre eventuais restrições à imprensa durante o teste.


