As ações da Unitree Robotics, fabricante chinesa de robôs humanoides, dispararam quase 600% na estreia na bolsa de Xangai, à medida que investidores apostavam em uma jovem empresa nacional que desenvolve tecnologia na fronteira da inteligência artificial.
Robôs que abalam o mundo
- A empresa ficou famosa por modelos variados: corredores ágeis, robôs que duelam com espadas e cães de companhia que andam por aí.
Cobertura divide a apuração
- O Globo destacou o desenvolvimento de tecnologia de ponta em inteligência artificial como motor da alta.
- Financial Times enfatizou a surpresa da estreia, com saltos superiores a 500%, chamando atenção da madrugada.
Ao contrário do que muitos esperavam, não foi só a fama dos vídeos virais que impulsionou a emissão. Os analistas apontam que a entrada na bolsa coincidiu com um momento de euforia coletiva pelo setor de robótica na China. E a Unitree, apesar de jovem, já tem contrato com o Exército Popular de Libertação.
Mas atenção: o ralo entre o Globo (quase 500%) e o FT (600%) não é só imprecisão. Reflete a confusão que dominate a negociação no primeiro dia. Enquanto uns viam 542%, outros calculavam 600%. A diferença? A volatilidade de um mercado que ainda não entende bem o que acabou de comprar.
E para quem pensa que isso é moda passageira: os robôs da Unitree já fizeram backflip em shows, correram maratonas e equilibraram-se em superfícies instáveis. A bolsa não comprou só um nome. Comprou movimento. E possivelmente, futuro.


