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Ucrânia relata ataque de drones a São Petersburgo

As forças ucranianas afirmaram ter usado drones FP‑1 e o governador da região de Leningrado reportou 57 aparelhos abatidos pela defesa aérea.

18 de out., 06:18 atualizada 18 de out., 07:11 · v2 5 fontes · 3 países Segurança Infraestrutura
Segurança
Imagem genérica de cidade com drones no céu Foto: Khaled Akacha / Pexels

Na madrugada de 18 de outubro de 2026, drones atingiram o terminal de petróleo, o datacenter da VK, a ponte cabestrão e o hub logístico da Ozon em São Petersburgo, segundo a Ukrainian National News e a NV. As forças ucranianas afirmaram ter utilizado drones FP‑1 nos ataques, conforme as mesmas fontes. O governador da região de Leningrado, Alexander Drozdenko, informou que 57 aparelhos foram abatidos pela defesa aérea local, enquanto o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, citou cerca de 90 neutralizados, segundo a NV.

Detalhes dos alvos atingidos

De acordo com a NV, o terminal de petróleo tem capacidade de 12,5 milhões de toneladas de produtos petrolíferos por ano e é descrito como um dos maiores complexos de armazenamento da região.

A mesma fonte informa que o hub logístico da Ozon possui área aproximada de 51 500 m² e, no ponto de impacto, ocorreu um incêndio que foi confirmado pela empresa.

A NV também detalha que a ponte cabestrão tem 620 metros de extensão, oito faixas de tráfego e liga as ilhas Branca e Vasilievsky, fazendo parte do diámetro de velocidade oeste da cidade.

Conforme a Ukrainian National News e a NV, o datacenter da VK sofreu interrupção de serviço após o suposto impacto, com usuários relatando instabilidade na plataforma e em serviços relacionados.

Resposta das autoridades e impactos locais

A NV relata que, após os ataques, a Rosaviácia impôs restrições ao pouso e decolagem de aeronaves em dois aeroportos de Moscou e no aeroporto de Pulkovo, em São Petersburgo.

Moradores de São Petersburgo informaram à NV que os alertas de ameaça de drones por SMS não chegaram ou chegaram com atraso significativo.

Explosões foram ouvidas também na região de Moscou subúrbios, segundo a mesma fonte.

A Ozon declarou à NV que não houve registro de baixas humanas até o momento.

Além disso, o governador Alexander Drozdenko mencionou que os destrócos dos aparelhos abatidos danificaram quatro veículos estacionados em Nizino e provocaram um incêndio local; residentes de Kudrino relataram ouvir explosões na área.

Como a cobertura foi apresentada em diferentes veículos

A Ukrainian National News destacou o aspecto noturno da operação, usando a expressão "бел ночи" (noites brancas) para enfatizar que o ataque ocorreu durante o período de claridão prolongada, e ressaltou o emprego de drones FP‑1 pelas forças ucranianas.

A NV focou nos elementos técnicos: descreveu a distância de aproximadamente mil quilômetros que os drones teriam que atravessar quatro regiões russas protegidas por sistemas de defesa aérea e guerra eletrônica, mencionou a velocidade de até 200 km/h e citou a confirmação da empresa Fire Point sobre o uso dos FP‑1, além de detalhar as restrições de voo impostas pela Rosaviácia e as reclamações sobre a falha nos avisos por SMS.

O Vijesti.ba, da Bósnia e Herzegovina, tratou o incidente como um ataque em massa, apontando que o terminal de petróleo, o centro de dados (referido como "AI centar") e a ponte cabestrão foram atingidos, sem divulgar números específicos de drones abatidos ou de danos materiais.

Apurado em 5 fontes

Ukrainian National News (Ucrânia) · NV (Novoye Vremya) (Ucrânia) · Vijesti.ba (Bósnia e Herzegovina)

ver as 5 fontes

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