Drones ucranianos atacaram o maior centro de dados da Rússia, localizado em Balakovo e operado pelo Sberbank, segundo a Veja. O ataque ocorreu na quarta-feira, 14 de outubro de 2026, enquanto Moscou tenta reduzir a distância tecnológica EUA-China na inteligência artificial.
Detalhes do ataque e respostas oficiais
Segundo o Liberty Times (Taiwan), o ataque de drone foi dirigido ao maior centro de dados russo.
A Veja informa que a instalação fica em Balakovo e pertence ao Sberbank; o primeiro vice‑presidente executivo Alexander Vedyakhin confirmou o ataque e afirmou que os serviços continuam funcionando normalmente.
Na mesma data, o presidente Vladimir Putin realizou uma reunião anunciada sobre segurança da informação, com participação do CEO do Sberbank, German Gref; o Kremlin negou que o encontro estivesse relacionado aos ataques, conforme a Veja.
A Veja ainda cita que, na semana anterior, três ofensivas ucranianas tiveram como alvo centros de dados da Yandex, outra grande empresa de tecnologia russa.
Impacto na corrida de IA e efeitos das sanções
A Veja destaca que Sberbank e Yandex são os principais desenvolvedores de inteligência artificial na Rússia, disputando internamente com os modelos GigaChat e YandexGPT.
Segundo estimativas do próprio Sberbank, as empresas russas estão cerca de nove meses atrás dos líderes americanos e chineses no desenvolvimento de IA.

A reportagem da Veja aponta que parte dessa defasagem é atribuída às sanções ocidentais, que dificultam o acesso a componentes avançados.
Em setembro, o presidente do Sberbank, German Gref, citou a escassez de GPUs modernas como um dos principais obstáculos ao avanço tecnológico do país, segundo a Veja.
O Sberbank negocia a compra de chips de fabricantes chineses para contornar as restrições, mas permanece dependente da plataforma CUDA da Nvidia, que se tornou padrão no setor, segundo a Veja.
O especialista Mikhail Klimarev, citado pela Veja, afirma que as sanções também dificultam a reposição de equipamentos danificados, fazendo com que os componentes cheguem à Rússia por rotas indiretas e a custos mais altos, dependendo de intermediários dispostos a correr riscos.


