OCTO+

Ucrânia ataca maior centro de dados da Rússia com drones

Drones ucranianos atingiram o maior centro de dados da Rússia, em Balakovo, enquanto o país tenta reduzir a distância tecnológica EUA-China na IA.

14 de out., 23:17 10 fontes · 7 países Segurança
Segurança
Fachada de um centro de dados com estrutura visível Foto: Omar Ashraf / Pexels

Drones ucranianos atacaram o maior centro de dados da Rússia, localizado em Balakovo e operado pelo Sberbank, segundo a Veja. O ataque ocorreu na quarta-feira, 14 de outubro de 2026, enquanto Moscou tenta reduzir a distância tecnológica EUA-China na inteligência artificial.

Detalhes do ataque e respostas oficiais

Segundo o Liberty Times (Taiwan), o ataque de drone foi dirigido ao maior centro de dados russo.

A Veja informa que a instalação fica em Balakovo e pertence ao Sberbank; o primeiro vice‑presidente executivo Alexander Vedyakhin confirmou o ataque e afirmou que os serviços continuam funcionando normalmente.

Na mesma data, o presidente Vladimir Putin realizou uma reunião anunciada sobre segurança da informação, com participação do CEO do Sberbank, German Gref; o Kremlin negou que o encontro estivesse relacionado aos ataques, conforme a Veja.

A Veja ainda cita que, na semana anterior, três ofensivas ucranianas tiveram como alvo centros de dados da Yandex, outra grande empresa de tecnologia russa.

Impacto na corrida de IA e efeitos das sanções

A Veja destaca que Sberbank e Yandex são os principais desenvolvedores de inteligência artificial na Rússia, disputando internamente com os modelos GigaChat e YandexGPT.

Segundo estimativas do próprio Sberbank, as empresas russas estão cerca de nove meses atrás dos líderes americanos e chineses no desenvolvimento de IA.

Fileiras de servidores em um data center
Foto: Christina Morillo / Pexels

A reportagem da Veja aponta que parte dessa defasagem é atribuída às sanções ocidentais, que dificultam o acesso a componentes avançados.

Em setembro, o presidente do Sberbank, German Gref, citou a escassez de GPUs modernas como um dos principais obstáculos ao avanço tecnológico do país, segundo a Veja.

O Sberbank negocia a compra de chips de fabricantes chineses para contornar as restrições, mas permanece dependente da plataforma CUDA da Nvidia, que se tornou padrão no setor, segundo a Veja.

O especialista Mikhail Klimarev, citado pela Veja, afirma que as sanções também dificultam a reposição de equipamentos danificados, fazendo com que os componentes cheguem à Rússia por rotas indiretas e a custos mais altos, dependendo de intermediários dispostos a correr riscos.

Apurado em 10 fontes

自由時報 (Liberty Times) (Taiwan) · Veja (Brasil)

ver as 10 fontes

Continue lendo

Receba sem abrir o site

no e-mail ou no WhatsApp · análises + plantão + resumo semanal · cancele com 1 clique
Pronto. A primeira edição chega no seu e-mail.

Assine GRÁTIS e cancele com 1 CLIQUE quando quiser. ;)