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TSMC explora fábrica no Texas para atender demanda de IA

TSMC avalia investir em uma nova fábrica no Texas para expandir a produção de chips atendendo à demanda de IA nos EUA.

16 de out., 02:02 8 fontes · 6 países Infra Infraestrutura
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Fábrica de semicondutores no Texas Foto: Andrey Matveev / Pexels

A TSMC, maior fabricante de chips do mundo, está analisando abrir uma nova fábrica no Texas para aumentar sua produção nos Estados Unidos, ao mesmo tempo que divulgou lucro recorde de 763,1 bilhões de novos dólares taiwaneses (cerca de US$ 24 bilhões) no terceiro trimestre de 2026, informou a La Nación.

Lucro recorde impulsionado pela IA

Segundo a La Nación, a receita da TSMC no trimestre entre julho e setembro chegou a 1,49 trilhão de novos dólares taiwaneses (aproximadamente US$ 46 bilhões), um aumento de 51% em relação ao mesmo período do ano anterior. C.C. Wei, chairman e CEO da TSMC, destacou durante a teleconferência de resultados que o mercado de inteligência artificial continua muito forte, com demanda ainda acima da capacidade atual da empresa de suprir.

Colaboração com Elon Musk e o projeto Terafab

Em paralelo, Wei afirmou que a TSMC está aberta a colaborar com o plano de Elon Musk para construir o complexo “Terafab”, no Texas, voltado para a fabricação de chips. Ele ressaltou que qualquer fábrica instalada no Texas precisa ser operada diretamente pela TSMC — embora a companhia considere sublocar parte do espaço ao projeto Terafab, se necessário. Musk rebateu nas redes sociais: embora reconheça conversas com a TSMC, garantiu que será sua equipe quem construirá e operará o fab.

Investimentos nos EUA e ajustes de capex

A TSMC já se comprometeu a investir US$ 265 bilhões na construção de fábricas no país, incluindo os US$ 100 bilhões anunciados em julho. Para este exercício, elevou seu orçamento anual de despesas de capital para entre US$ 60 bilhões e US$ 64 bilhões, contra a projeção anterior de US$ 52 bilhões a US$ 56 bilhões. O CFO Wendell Huang adiantilou que os gastos entre 2026 e 2028 devem superar amplamente os anos anteriores — mas a empresa também alertou para riscos macroeconômicos. Wei observou que mercados sensíveis ao preço podem sofrer com a inflação de componentes e a instabilidade global, o que justifica uma postura mais cautelosa para 2027.

Apurado em 8 fontes

La Nación (Argentina)

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