Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, reuniu-se com representantes da Meta na manhã de quinta-feira (15/10/2026), antes da sessão plenária do tribunal. O encontro tratou da ferramenta de inteligência artificial da empresa que bloqueia a geração de imagens eleitorais de Luiz Inácio Lula da Silva, mas permite a criação de artes semelhantes do senador Flávio Bolsonaro.
Campanha acusa Meta de tratamento desigual
A coligação de Lula protocolou representação na corte eleitoral em 9 de outubro. Em 14 de outubro, apresentou nova manifestação afirmando que a Meta AI é "seletiva" e permite a produção em massa de conteúdos eleitorais ilícitos favorecendo Flávio Bolsonaro.
Os advogados da campanha realizaram testes na ferramenta. A Inteligência Artificial recusa pedidos para criar imagens declarando voto em Lula ou usando sua imagem. No entanto, aceita gerar conteúdo equivalente para Flávio Bolsonaro.

"Como a ferramenta é o motor de IA que integra todas as plataformas da Meta, ela é, por si, enviesada", argumentam os advogados. Ela praticaria "seletividade algorítmica e permite que Flávio Bolsonaro e seus apoiadores produzam, em massa, conteúdos eleitorais ilícitos e de fácil replicação"
Meta diz que ajusta filtros após reunião
Representantes da Meta informaram ao ministro Kassio Nunes Marques que estão trabalhando para aperfeiçoar os filtros de IA em seus aplicativos, segundo o Valor Econômico.


