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TSE dá 24h para Meta relatar sobre Exército do Lula

Kassio Nunes Marques determinou urgência na análise de dados técnicos sobre atuação coordenada no canal.

22 de out., 20:16 7 fontes · 1 país Regulação Regulação
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Tela mostrando gráficos de dados e interface digital com alertas Foto: RDNE Stock project / Pexels

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta envie um relatório técnico em 24 horas contendo dados sobre o canal Exército do Lula.

Contexto e histórico da suspensão

A decisão atende a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. Nunes Marques já havia suspendido o canal em 11 de outubro após alegações de desinformação. O corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, reativou a página. Depois de novos desdobramentos, em 14 de outubro, Nunes Marques determinou o restabelecimento integral do canal.

Exigências do relatório técnico

O relatório deve conter: verificação de fatos e elementos técnicos; análise de sincronização, replicação e atuação coordenada entre contas; padrões de engajamento, alcance e compartilhamento; eventual amplificação artificial; circulação e redistribuição de conteúdos excluídos ou modificados; publicidade paga e impulsionamento; aplicação do plano de conformidade; e análise de todos os pedidos formulados no processo. A Meta deve explicar quais critérios técnicos utilizam para diferenciar uma mobilização legítima de um comportamento coordenado irregular.

Determinação ao Google

O ministro também cobrou do Google informações sobre possível amplificação coordenada de termos e hashtags entre 18 e 20 de outubro de 2026, em buscas em alta, sugestões de pesquisa e assuntos do momento. Na decisão, Nunes Marques deixou claro que o foco é o confronto entre as providências informadas à Justiça Eleitoral e o funcionamento prático do mecanismo questionado.

Integração do presidente Lula no canal

A decisão ocorre no mesmo dia em que integrantes do Exército do Lula receberam um vídeo do presidente Lula e foram informados de que ele passaria a integrar a ferramenta. O deputado federal André Janones (Rede-MG), administrador do canal, anunciou que Lula poderia distribuir missões aos participantes.

Apurado em 7 fontes

G1 (Brasil) · CBN (Brasil)

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