O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta envie um relatório técnico em 24 horas contendo dados sobre o canal Exército do Lula.
Contexto e histórico da suspensão
A decisão atende a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. Nunes Marques já havia suspendido o canal em 11 de outubro após alegações de desinformação. O corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, reativou a página. Depois de novos desdobramentos, em 14 de outubro, Nunes Marques determinou o restabelecimento integral do canal.
Exigências do relatório técnico
O relatório deve conter: verificação de fatos e elementos técnicos; análise de sincronização, replicação e atuação coordenada entre contas; padrões de engajamento, alcance e compartilhamento; eventual amplificação artificial; circulação e redistribuição de conteúdos excluídos ou modificados; publicidade paga e impulsionamento; aplicação do plano de conformidade; e análise de todos os pedidos formulados no processo. A Meta deve explicar quais critérios técnicos utilizam para diferenciar uma mobilização legítima de um comportamento coordenado irregular.
Determinação ao Google
O ministro também cobrou do Google informações sobre possível amplificação coordenada de termos e hashtags entre 18 e 20 de outubro de 2026, em buscas em alta, sugestões de pesquisa e assuntos do momento. Na decisão, Nunes Marques deixou claro que o foco é o confronto entre as providências informadas à Justiça Eleitoral e o funcionamento prático do mecanismo questionado.
Integração do presidente Lula no canal
A decisão ocorre no mesmo dia em que integrantes do Exército do Lula receberam um vídeo do presidente Lula e foram informados de que ele passaria a integrar a ferramenta. O deputado federal André Janones (Rede-MG), administrador do canal, anunciou que Lula poderia distribuir missões aos participantes.


