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TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição

Minuta de resolução prevê suspensão de canais com mais de 200 mil seguidores nas 48h antes e 24h após o segundo turno.

22 de out., 05:02 7 fontes · 1 país Regulação Regulação
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Supremo Tribunal Eleitoral em sessão Foto: Helena Lopes / Pexels

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) propõe a desativação de canais políticos no WhatsApp com mais de 200 mil seguidores nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno eleitoral. A proposta foi escrita pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte, e está sob análise interna antes de ser levada ao plenário para votação.

Objetivo da proposta

A iniciativa busca proteger a integridade do processo eleitoral em um período considerado de alto risco, quando não há tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva contra conteúdos ilícitos. A justificativa aponta para o alcance desproporcional de canais com grande audiência na disseminação de informações que possam interferir na formação da vontade eleitoral.

A norma aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral as mesmas restrições já vigentes sobre conteúdo impulsionado de campanha — o que equivale a tratar grupos com grande número de seguidores como se fossem veículos pagos de propaganda eleitoral.

Canais impactados

Se aprovada, a medida atingiria diretamente canais com milhões de inscritos, como o "Exército do Lula", que ultrapassou 7 milhões de seguidores, e o "Tropa do Flávio", com 2 milhões. Ambos são exemplos citados nas fontes como grupos de grande alcance cuja atividade pode ser restringida durante o período eleitoral.

Tela de smartphone mostrando grupos de WhatsApp
Foto: Brett Jordan / Pexels

Divergência dentro do TSE

O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, teria posicionamento contrário à proposta. Segundo relatos de interlocutores, ele classificou o texto como "apenas um esboço" e não convocou reunião oficial para discutir a iniciativa. Sua postura contrasta com a do gabinete de Mendonça, que enfatiza o caráter consensual e imparcial da proposta.

O gabinete de Mendonça informou que a minuta foi redigida a partir de consenso entre os ministros, destacando que os critérios são objetivos e aplicam-se igualmente a todos os canais, independentemente de candidato, partido ou orientação política. Por tradição, cabe ao vice-presidente da Corte elaborar atos normativos submetidos à apreciação colegiada.

Contexto recente

A proposta surge após episódios recentes de disputa judicial em torno do canal "Exército do Lula". Na semana anterior, o canal foi suspensamente e readmitido em diferentes momentos por decisões do TSE, gerando debates sobre a jurisdição administrativa versus judicial na regulação de conteúdo político digital.

O que ainda não foi divulgado

Apurado em 7 fontes

Em Tempo (Brasil) · CBN (Brasil)

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