Na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em 22 de setembro de 2026, Donald Trump anunciou que os documentos do governo dos EUA deixarão de usar o termo "inteligência artificial" para passar a adotar "super inteligência". O presidente norte-americano classificou alertas sobre riscos da tecnologia como um "fraude" e rejeitou a supervisão internacional, chamando-a de "esquema globalista". Ele também usou o discurso para avisar sobre o Irã e comentar a guerra entre Rússia e Ucrânia.
Renomeação da IA e rejeição à supervisão internacional
Trump afirmou que, a partir daquele momento, todos os documentos oficiais dos EUA usarão "super intelligence" em vez de "artificial intelligence", segundo o The Express Tribune (Paquistão). Ele justificou a mudança ao dizer que o novo termo é "muito mais preciso" e minimiza os riscos percebidos na inteligência artificial.
O mesmo veículo destacou que Trump classificou alertas sobre riscos da tecnologia como um "fraude" e declarou: "Não vou impedir o crescimento de algo que será maior que a revolução industrial". Ele também condenou os pedidos de supervisão internacional de IA como um "esquema globalista" para controlar a nova tecnologia.
O Khaleej Times (Emirados Árabes Unidos) confirmou a mudança de nomenclatura e a postura de Trump contra a regulamentação externa. Segundo o veículo, o presidente enfatizou que a EUA não aceitará restrições impostas por "potências estrangeiras" sobre o desenvolvimento da tecnologia.
Alertas sobre Irã, Rússia-Ucrânia e Estreito de Ormuz
De acordo com a India TV, Trump usou seu discurso na ONU para lançar um aviso sobre o programa nuclear do Irã, afirmando que "qualquer tentativa de obter armas atômicas será respondida com força". Ele também reforçou a posição dos EUA sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia, defendendo uma solução negociada sob os termos de Washington.

A India TV mencionou que Trump destacou o Estreito de Ormuz como um "ponto de tensão global", sugerindo que a EUA monitorará de perto os movimentos naviosos na região. O presidente também afirmou que o país está impulsionando a dominância na área de inteligência artificial para garantir vantagem estratégica.
Liderança dos EUA na IA e apelo de Guterres à cooperação
Segundo o The Express Tribune, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, pediu que as maiores potências em IA — EUA e China — iniciem um diálogo sobre o futuro da tecnologia, inspirado no engajamento entre EUA e União Soviética durante a Guerra Fria. Guterres afirmou que "nações com maior capacidade em IA têm maiores responsabilidades perante a humanidade".
O Khaleej Times também relatou que Guterres destacou a necessidade de canais para "diálogo, transparência, confiança e cooperação" no setor de IA, lembrando que "no auge da Guerra Fria, rivais estratégicos reconheceram a necessidade de gerenciar riscos existenciais compartilhados".

