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Trump rejeita integração de IA com a China

Presidentes dos EUA e China concordam em canal bilateral de super inteligência, importação de carvão e tratamento tarifário mais favorável.

27 de set., 08:26 atualizada 28 de set., 04:15 · v2 25 fontes · 12 países Negócios
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Reunião entre Donald Trump e Xi Jinping na Casa Branca Foto: Richard Chen / Pexels

Os presidentes Donald Trump (EUA) e Xi Jinping (China) concordaram em criar um canal bilateral para incidentes de super inteligência, trocar visões sobre riscos e benefícios do tema e adotar o termo “super intelligence” em documentos oficiais, substituindo “inteligência artificial” — segundo Trump, porque “artificial” faz a tecnologia parecer falsa. O primeiro encontro do novo Diálogo EUA-China de Super Intelligence (SI) está marcado para novembro de 2026, durante a cúpula do APEC em Shenzhen, na China.

Como cada lado enquadra a parada de hoje

A Casa Branca divulgou uma folha de fatos que lista o acordo como forma de prevenir incêndios entre as duas maiores economias. O ministério das Relações Exteriores da China respondeu com uma nota curta: “respeita” a mudança de terminologia e aponta que ambos podem “fortalecer intercâmbios” com base nos “desenvolvimentos mais recentes”. Nem tudo é harmonia. Antes do jantar oficial, Trump contou a jornalistas que recusa cooperar com Pequim em IA — “quando você está liderando, não abre a porta para o rival”. Xi, por sua vez, repetiu que o caminho passa por diálogo, mas não detalhou o que pensa da tentativa de Washington de redefinir o nome da tecnologia.

O choque de narrativas também aparece em como os meios coreanos e centro-americanos descrevem o encontro. Yonhap e The Korea Times enfatizam o foco em “cooperação” e “canais de comunicação” entre as potências. La Nación, da Costa Rica, traz Taiuán como tema mais quente da cúpula. A diferença de foco é pequena, mas revela que a redação do acordo sirve tanto para contenção quanto para abertura — depende de quem lê.

Pontos comerciais e geopolíticos negociados

Iran: Trump e Xi afirmaram que a República Islâmica “nunca” poderá possuir arma nuclear. A China não comentou diretamente, mas os dois líderes se opuseram a “qualquer país” que impusisse pedágios em vias aquáticas internacionais — referência explícita ao controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz.

Carvão: a China se comprometeu a importar ao menos 10 milhões de toneladas métricas de carvão dos EUA em 2027 e 2028. Trump pressionou Xi para aumentar a produção de derivados petrolíferos e ajudar a estabilizar preços globais.

Tarifas: foram acordados tratamentos comerciais mais favoráveis para US$ 30 bilhões de bens não sensíveis em cada direção, com supervisão do Board of Trade reativado após a reunião.

Pandas: dois gigantes pandas chineses seguem rumo a um zoológico americano, segundo comunicado da Casa Branca — o que Trump chamou de “mais um sinal de amizade”.

Apurado em 25 fontes

Yonhap News English (Coreia do Sul) · The Korea Times (Coreia do Sul) · El Universo (Equador) · UDG TV — Investigaciones (México) · La Nación (Costa Rica)

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