Durante a visita de Estado de Xi Jinping aos EUA, Trump afirmou que os EUA não vão integrar iniciativas de IA com a China, citando vantagem americana; ao mesmo tempo, Xi anunciou o envio de dois pandas ao zoológico de Atlanta e o secretário do Tesouro Scott Bessent confirmou a extensão do acordo comercial EUA‑China até 10 de janeiro.
Liderança tecnológica e rivalidade em IA
Na Casa Branca, Trump declarou à imprensa que os EUA possuem uma grande vantagem sobre a China em inteligência artificial e não quer colocar essa liderança em risco, usando o termo que prefere, “superinteligência”. Ele justificou a postura dizendo que, quando se está na liderança, não se abre espaço para o outro. O InfoMoney apurou que Trump optou por não integrar iniciativas de IA com a China porque considera que os EUA estão muito à frente e que o tema recebeu pouco tempo de discussão durante a visita. Trump também publicou em sua rede Truth Social que a “superinteligência” seria um grande tema de conversa, mas que queria mantê‑la exatamente como está, citando o Departamento de Justiça como salvaguarda dos EUA.
Diplomacia dos pandas e acordo comercial
Em Washington, Xi Jinping anunciu o envio de dois pandas ao zoológico de Atlanta, renovando a tradicional diplomacia dos pandas da China. Por décadas, Pequim usou os animais como porta‑abertura para ganhar o favor de nações ocidentais e promover aproximações econômicas. O término recente de vários acordos de empréstimo e a devolução dos bichos à China foram vistos como sinal de relações arreficadas entre Pequim e o Ocidente, como o caso do panda Wang Wang, emprestado ao zoológio de Adelaide. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, confirmou à Fox News que o acordo comercial entre EUA e China permanecerá válido até 10 de janeiro, garantindo a continuação das exportações de minerais críticos, incluindo terras raras, para o Ocidente. Ele ressaltou, porém, que não sabe se um acordo mais abrangente entre os dois países será possível e observou que, até o momento, não houve confirmação pública por parte da China sobre a extensão. A mesma fonte destacou que a extensão já é bem‑recebida por empresas europeias, sobretudo na Suíça e na Alemanha, que no ano passado enfrentaram escassez desses materiais.
Cobertura divergente sobre IA e comércio
Enquanto a Neue Zürcher Zeitung focou na recusa americana em cooperar em IA e na simbologia dos pandas, outras fontes enfatizaram o estabelecimento de um diálogo EUA‑China sobre incidentes de IA, com a próxima rodada prevista para novembro, e a criação de um canal de comunicação para incidentes relacionados à IA. Essas fontes também destacaram que os líderes concordaram em usar a expressão “super intelligence” ao invés de “artificial intelligence” e que Trump instou Xi a aumentar a produção de produtos petrolíferos refinados para estabilizar o suprimento global. Sobre minerais críticos, uma delas informa que a China continua a trabalhar nas preocupações americanas relacionadas à escassez de terras raras e outros minerais críticos, visando que os níveis de embarque retornem a patamares adequados, lembrando que Pequim havia imposto controles de exportação sobre terras raras no ano passado em resposta às tarifas americanas, reduzindo o envio para os EUA e outros países. As fontes indianas acrescentam que os dois lados estabeleceram um Board of Trade para recomendar tratamento tarifário mais favorável a US$ 30 bilhões de bens não sensíveis em cada direção, e um Board of Investment para discutir oportunidades de investimento e obstáculos. Ainda segundo uma delas, Trump e Xi concordaram em se encontrar na cúpula da APEC em Shenzhen, na China, em novembro, e depois no G20 no Trump National Doral Miami, na Flórida; os EUA acolheram a decisão chinesa de acrescentar controles de exportação a dois precursores químicos para fentanyl, e ambos reconheceram, com aplicação recente dessas medidas, prisões em casos relacionados ao fentanyl. Para fechar, uma fonte confirma que Xi chegou aos EUA na quarta‑feira e retornou a Pequim na sexta‑feira.


