OCTO+

Trump recusa cooperação EUA-China em IA durante visita de Xi

Durante visita de Estado aos EUA, Xi Jinping anuncia envio de dois pandas ao zoolálio de Atlanta enquanto Trump afirma que Washington não cooperará com Pequim e

27 de set., 06:14 atualizada 27 de set., 10:16 · v2 13 fontes · 8 países Negócios
Negócios
Reunião entre Trump e Xi na Casa Branca Foto: Ramaz Bluashvili / Pexels

Durante a visita de Estado de Xi Jinping aos EUA, Trump afirmou que os EUA não vão integrar iniciativas de IA com a China, citando vantagem americana; ao mesmo tempo, Xi anunciou o envio de dois pandas ao zoológico de Atlanta e o secretário do Tesouro Scott Bessent confirmou a extensão do acordo comercial EUA‑China até 10 de janeiro.

Liderança tecnológica e rivalidade em IA

Na Casa Branca, Trump declarou à imprensa que os EUA possuem uma grande vantagem sobre a China em inteligência artificial e não quer colocar essa liderança em risco, usando o termo que prefere, “superinteligência”. Ele justificou a postura dizendo que, quando se está na liderança, não se abre espaço para o outro. O InfoMoney apurou que Trump optou por não integrar iniciativas de IA com a China porque considera que os EUA estão muito à frente e que o tema recebeu pouco tempo de discussão durante a visita. Trump também publicou em sua rede Truth Social que a “superinteligência” seria um grande tema de conversa, mas que queria mantê‑la exatamente como está, citando o Departamento de Justiça como salvaguarda dos EUA.

Diplomacia dos pandas e acordo comercial

Em Washington, Xi Jinping anunciu o envio de dois pandas ao zoológico de Atlanta, renovando a tradicional diplomacia dos pandas da China. Por décadas, Pequim usou os animais como porta‑abertura para ganhar o favor de nações ocidentais e promover aproximações econômicas. O término recente de vários acordos de empréstimo e a devolução dos bichos à China foram vistos como sinal de relações arreficadas entre Pequim e o Ocidente, como o caso do panda Wang Wang, emprestado ao zoológio de Adelaide. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, confirmou à Fox News que o acordo comercial entre EUA e China permanecerá válido até 10 de janeiro, garantindo a continuação das exportações de minerais críticos, incluindo terras raras, para o Ocidente. Ele ressaltou, porém, que não sabe se um acordo mais abrangente entre os dois países será possível e observou que, até o momento, não houve confirmação pública por parte da China sobre a extensão. A mesma fonte destacou que a extensão já é bem‑recebida por empresas europeias, sobretudo na Suíça e na Alemanha, que no ano passado enfrentaram escassez desses materiais.

Cobertura divergente sobre IA e comércio

Enquanto a Neue Zürcher Zeitung focou na recusa americana em cooperar em IA e na simbologia dos pandas, outras fontes enfatizaram o estabelecimento de um diálogo EUA‑China sobre incidentes de IA, com a próxima rodada prevista para novembro, e a criação de um canal de comunicação para incidentes relacionados à IA. Essas fontes também destacaram que os líderes concordaram em usar a expressão “super intelligence” ao invés de “artificial intelligence” e que Trump instou Xi a aumentar a produção de produtos petrolíferos refinados para estabilizar o suprimento global. Sobre minerais críticos, uma delas informa que a China continua a trabalhar nas preocupações americanas relacionadas à escassez de terras raras e outros minerais críticos, visando que os níveis de embarque retornem a patamares adequados, lembrando que Pequim havia imposto controles de exportação sobre terras raras no ano passado em resposta às tarifas americanas, reduzindo o envio para os EUA e outros países. As fontes indianas acrescentam que os dois lados estabeleceram um Board of Trade para recomendar tratamento tarifário mais favorável a US$ 30 bilhões de bens não sensíveis em cada direção, e um Board of Investment para discutir oportunidades de investimento e obstáculos. Ainda segundo uma delas, Trump e Xi concordaram em se encontrar na cúpula da APEC em Shenzhen, na China, em novembro, e depois no G20 no Trump National Doral Miami, na Flórida; os EUA acolheram a decisão chinesa de acrescentar controles de exportação a dois precursores químicos para fentanyl, e ambos reconheceram, com aplicação recente dessas medidas, prisões em casos relacionados ao fentanyl. Para fechar, uma fonte confirma que Xi chegou aos EUA na quarta‑feira e retornou a Pequim na sexta‑feira.

Apurado em 13 fontes

Neue Zürcher Zeitung (Suíça) · Mint (Índia) · Eastern Mirror Nagaland (Índia)

ver as 13 fontes

Continue lendo

Receba sem abrir o site

no e-mail ou no WhatsApp · análises + plantão + resumo semanal · cancele com 1 clique
Pronto. A primeira edição chega no seu e-mail.

Assine GRÁTIS e cancele com 1 CLIQUE quando quiser. ;)