O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que proibirá o uso do termo 'inteligência artificial' em todos os documentos oficiais e demais contextos, defendendo o uso de 'superinteligência' como substituto. Em uma publicação emTruth Social, Trump criticou a Wall Street Journal por não adotar seu termo preferido, chamando o uso da sigla 'IA' de 'muito ruim e impreciso'. Ele também declarou que qualquer um que utilizar 'inteligência artificial' em vez de 'superinteligência' será considerado 'INIMIDO'.
Mudança formalizada por meio de ordem executiva
Trump já institucionalizou a troca de terminologia através de uma ordem executiva assinada em setembro, afirmando que a nova nomenclatura reflete as capacidades transformadoras da tecnologia. A diretriz estabelece que 'Superinteligência' melhor representa o potencial e as oportunidades criadas por essas inovações.
Reações e críticas ao redimensionamento
A iniciativa de Trump enfrenta resistência tanto no ambiente técnico quanto na mídia. A seção de opiniões da Wall Street Journal respondeu com uma newsletter irônica intitulada 'Deixe a IA ser IA', destacando a popularidade do termo original e alertando para possíveis confusões com outras siglas como 'SI' (referente ao Sistema Internacional de Unidades). Especialistas em segurança e ética digital também questionam o impacto da redefinição em debates regulatórios globais.

História e contexto do termo alvo
O termo 'inteligência artificial' foi introduzido em 1955 por John McCarthy, da Universidade de Stanford, durante uma conferência sobre automação. Desde então, ele se consolidou como o vocabulário dominante em pesquisas, indústrias e políticas públicas. A tentativa de Trump de substituí-lo representa um desvio significativo em relação à linguagem estabelecida internacionalmente.
Onde a cobertura diverge
Veículos britânicos destacam o caráter controverso e inusitado da medida, enquanto a imprensa sul-coreana enfoca os detalhes da ordem executiva e a rejeição da Wall Street Journal. Todos os relatos coincidem em descrever a postura confrontacional do presidente e sua ligação com figuras influentes do setor tecnológico, como Elon Musk e Sam Altman.


