A família do ator britânico William Chapman, de 23 anos, morta após entrar no recinto de um tigre no Yorkshire Wildlife Park, criticou o presidente dos EUA, Donald Trump, por compartilhar vídeo real do ataque e, posteriormente, uma versão gerada por inteligência artificial em que ele aparece brincando com o animal.
Detalhes do incidente e dos posts de Trump
Segundo O Globo, William Chapman entrou no recinto do tigre Altai, um espécime de tigre-de-amur (siberiano), no sábado 10 de outubro de 2026, e foi atacado pelo animal enquanto estava dentro do espaço destinado ao felino. O parque informou que o tigre não será sacrificado.
Na terça-feira 13, Trump publicou em sua rede social Truth Social um trecho do ataque que mostra o tigre mordendo e arranhando Chapman, acompanhado da frase "Não mexa com a natureza!". Mais tarde, o mesmo presidente compartilhou um vídeo produzido por IA, no qual ele aparece sorrindo, correndo em direção ao tigre, lutando e terminando abraçando o animal, com a trilha sonora "The Lion Sleeps Tonight".
El Universal confirma que a publicação gerou indignação, sendo descrita pela família como insensível e doentia.
Emisoras Unidas — tech acrescenta que o vídeo com IA tem menos de 25 segundos, foi divulgado nesta quarta-feira 14 de outubro em Truth Social e mostra Trump deitado ao chão junto ao felino, que aparentemente tenta atacá-lo; o animal golpeia a cabeça do mandatário, que se levanta, persegue o tigre, o derruba e ambos rolam enquanto lutam; ao final, Trump aparece sorridente, segurando o tigre pelo pescoço e o levantando enquanto permanece sobre as patas traseiras, terminando com ambos brincando no solo.
Posição da família e pedidos de respeito
Segundo O Globo, a família de Chapman afirmou que a divulgação desse tipo de conteúdo é profundamente ofensiva e está provocando grave sofrimento em um momento de extrema vulnerabilidade, pedindo que as parem de fazer isso.
El Universal destaca que os parentes descrevem o vídeo como "insensível e enfermizo" e afirmam que sua circulação está causando grande angustia.

Emisoras Unidas — tech relata que a família lamentou o impacto do vídeo, dizendo que ele lhes traz grande sofrimento e que lembram de Chapman como um jovem "brillante, cálido y encantador" (brilhante, quente e encantador), ressaltando que ele enfrentou uma doença mental importante durante vários anos.
Segundo O Globo, a família também ressaltou que cabe ao legista determinar se a condição mental de Chapman teve alguma influência na morte, mas pediu respeito ao processo de investigação.
Pedidos da família
- Para que parem de compartilhar conteúdo ofensivo
- Para que respeitem o luto e a investigação
Críticas de especialistas e organizações de proteção animal
O Globo cita Will Travers, presidente-executivo da Born Free Foundation, que chamou o vídeo gerado por IA de "extremamente insensível" e irresponsável, pois pode incentivar comportamentos perigosos frente a animais selvagens.
Emisoras Unidas — tech menciona que especialistas também alertaram para a trivialização da violência contra animais ao usar IA para recrear cenas trágicas.


