O presidente Donald Trump deve nomear Jay Clayton, atual diretor de inteligência nacional dos EUA, como czar da inteligência artificial da Casa Branca, segundo a CNN, citada pelo G1. A decisão pode ser oficializada já nesta sexta-feira (2).
Função e objetivo do czar da IA
A escolha de Clayton avança na promessa feita por Trump em setembro, quando anunciou a criação do cargo e a estruturação de uma força-tarefa voltada ao fomento da tecnologia no país. Na ocasião, o presidente defendeu a aceleração da inteligência artificial e afirmou que o governo não vai impedir ou sufocar o crescimento desta indústria.
Clayton comandaria uma força-tarefa da Casa Branca dedicada a fomentar a tecnologia de inteligência artificial nos Estados Unidos. Segundo o G1, a iniciativa inclui um código de boas práticas voluntário, assinado por executivos de empresas como Google, Nvidia, Anthropic e X.
Apresentado por Trump em uma carta de princípios de apenas uma página, o código estabelece quatro níveis de supervisão interna para evitar que sistemas propaguem ameaças cibernéticas, biológicas ou químicas. A medida também institui auditorias externas independentes e cria um comitê de gestores para revisar avaliações de segurança, inspirado nos órgãos de autorregulação do mercado financeiro americano.
Histórico de Jay Clayton
Ex-advogado do escritório Sullivan Cromwell, Clayton é especializado em fusões, aquisições e captação de recursos. Durante o primeiro mandato de Trump, presidiu a Comissão de Valores Mobiliários (SEC), onde construiu reputação de perfil moderado, buscando consenso com comissários democratas.

Em abril de 2025, Trump o nomeou diretor de inteligência nacional, cargo que ocupa atualmente e que, segundo o G1, agora pode abranger também a coordenação de IA.
Posição do governo sobre IA e relação com a China
Trump defende a autorregulação do setor de IA e já descartou a elaboração de leis e normas nacionais para regulá-lo. O presidente classificou ações contra a inteligência artificial e centros de dados como uma conspiração doentia.
Para o governo americano, os avanços em IA são cruciais para a competitividade econômica e militar dos EUA. O G1 destaca o desacordo constante entre os EUA e a China sobre acesso a chips avançados e dinâmica da indústria.
Programas autônomos da OpenAI tiveram acesso recente a plataformas do governo americano sem autorização, motivando parte das medidas de supervisão anunciadas.


