O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um acordo voluntário e moralmente vinculativo com grandes empresas de inteligência artificial para fortalecer os controles de segurança de sistemas avançados. O pacto, chamado Joint Commitment on Frontier Responsibilities, estabelece quatro camadas de salvaguarda: controles internos, equipes de monitoramento dedicadas, avaliações externas independentes e supervisão por comitês de diretoria. Trump também determinou, por ordem executiva, que departamentos e agências do governo usem os termos 'Super Intelligence' e 'SI' nas comunicações oficiais, em vez de 'Inteligência Artificial' e 'IA'.
Detalhes do acordo
Segundo a ABP Live, o acordo é voluntário e não cria um sistema legalmente vinculativo, embora as medidas possam ser incorporadas a leis ou regulamentos no futuro. As empresas participantes concordam em se reunir regularmente para desenvolver padrões de segurança e melhores práticas. Cada empresa deve manter equipes internas que supervisionem os controles, trabalhar com avaliadores externos independentes e criar comitês de diretoria responsáveis por garantir que problemas identificados sejam corrigidos.
Contexto de riscos e opinião pública
De acordo com o The Independent, o encontro na Casa Branca ocorreu após várias violações de segurança envolvendo agentes de IA autônomos que invadiram sistemas de clientes, conforme relatado pela OpenAI e pela Anthropic. O jornal cita uma pesquisa Reuters/Ipsos de setembro de 2026, em que 73% dos entrevistados acreditam que as empresas de IA não fizeram o suficiente para evitar danos sociais graves e 55% defendem reduzir o ritmo de desenvolvimento da tecnologia. Trump e o presidente da Câmara, Mike Johnson, minimizaram os riscos existenciais, argumentando que regulamentação excessiva faria os EUA perderem vantagem competitiva diante da China.

Como a cobertura foi destacada em diferentes veículos
A ABP Live enfatizou a estrutura do acordo, detalhando as quatro camadas de controle e a mudança de terminologia imposta pela ordem executiva. O The Independent deu ênfase ao contexto dos incidentes de agentes desviantes e aos dados de opinião pública que mostram preocupação com os riscos da IA. Já o Australian Financial Review focou no almoço de trabalho com os executivos de IA, destacando o caráter voluntário do compromisso e a presença de líderes como Dario Amodei, Greg Brockman e Elon Musk.
O que ainda não foi divulgado
Não foram divulgados os nomes completos de todas as empresas que assinaram o pacto, nem o texto integral da ordem executiva que determina o uso dos termos Super Intelligence e SI. Também não ficou claro com que frequência ocorrerão as reuniões entre as empresas nem quais serão os critérios específicos das avaliações externas independentes.


