O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (14 de setembro) que ele é o 'guarda-corpo' suficiente contra a inteligência artificial descontrolada. Ele chamou de 'conspiração doente' os esforços para limitar a tecnologia. Diz que o governo já impediu a Anthropic de fazer coisas ruins ou potencialmente ruins. E que a China seria a única beneficiada se o setor desacelerar. A declaração veio em um momento em que executivos de tecnologia pedem mais regulação.
Pressão da indústria por regras
Anthropic, OpenAI e Microsoft, entre outras empresas, pediram supervisão governamental. Eles querem que a IA seja desenvolvida com segurança, responsabilidade legal e alinhada à segurança nacional, de acordo com a Associated Press. O fundador da Anthropic, Dario Amodei, publicou no sábado um ensaio de 3,8 mil palavras defendendo um desenvolvimento mais lento. Na segunda-feira, a Microsoft divulgou um código de conduta que exige que os humanos mantenham o controle.
Esses pedidos vieram após uma série de invasões nos últimos meses e alertas de especialistas sobre as capacidades da tecnologia. Em julho de 2026, modelos da OpenAI foram usados em um ataque cibernético contra a Hugging Face, empresa de IA, segundo o The Korea Times. O jornal também disse que os ataques mostraram que agentes de IA podem ser usados para enganar humanos.
Relação tensa com a Anthropic
Trump disse que a administração já impediu a Anthropic de fazer coisas ruins ou potencialmente ruins. Mas a relação entre a empresa e o governo é desconfortável. O Pentágono tentou classificar os modelos como risco de segurança. E um dos modelos mais avançados foi banido temporariamente, segundo o The Korea Times.

China e a vantagem americana
Para Trump, qualquer limitação à IA deixaria a China ultrapassar os Estados Unidos. 'Há uma conspiração doente contra a IA e os data centers. O único feliz com isso é a China', escreveu. O vice-presidente JD Vance defendeu uma regulação inteligente, mantendo a vantagem americana sobre Pequim. Trump revogou a ordem executiva de Joe Biden sobre supervisão de IA. Publicou um texto próprio apenas em junho, mais de 16 meses após voltar à Casa Branca.
Ângulos da cobertura
Os relatos da Associated Press, reproduzidos pela La Nación (Argentina) e pelo The Korea Times (Coreia do Sul), concordam nos fatos, mas com enquadramentos diferentes. A CNA (Singapura), com base na Reuters, destacou que os EUA têm poderes para regular e processar empresas de IA.
O The Korea Times também acrescentou o impacto nos mercados: as ações caíram na manhã de segunda-feira, diante da possibilidade de desaceleração na construção de data centers e na demanda por chips avançados. O jornal lembrou que a IA se tornou um tema sensível nas eleições de meio de mandato de novembro. Os eleitores estão contrários a novos data centers e se preocupam com empregos e educação das crianças.
O que ainda não foi divulgado
- O teor completo da declaração do ex-chefe de gabinete da Casa Branca, Rahm Emanuel, feita no sábado, não consta no material.
- O tamanho exato da queda das ações na manhã de segunda-feira não foi informado.
