Donald Trump e executivos de grandes empresas de inteligência artificial assinaram um acordo voluntário que propõe a auto‑regulamentação do setor, segundo o The West Australian.
Detalhes do acordo voluntário
O documento, publicado na conta de Trump na Truth Social na terça‑feira, estabelece quatro passos voluntários para as empresas de IA. Primeiro, elas devem implementar controles internos robustos para monitorar o desenvolvimento e a implantação de modelos. Segundo, cada companhia deverá contratar uma auditoria externa independente que avalie se esses controles estão funcionando conforme o esperado. Terceiro, será criado um comitê dentro do conselho de administração de cada empresa responsável por analisar os relatórios produzidos pelas equipes internas e pelas auditorias externas. Por fim, o acordo afirma que, com o tempo, esses passos podem ser transformados em leis ou regulamentações formais.
Segundo a Associated Press, Trump disse que pretende nomear cerca de dez pessoas para um comitê que irá “vigiar o todo o empreendimento” e que o compromisso tem caráter moralmente vinculante. Ele também afirmou que, nos próximos dias, designará um supervisor para o acordo após consultas com o setor.
Participantes e declarações
O acordo traz as assinaturas de Donald Trump, Dario Amodei (CEO da Anthropic), Sundar Pichai (CEO do Google), Mark Zuckerberg (CEO da Meta), Greg Brockman (presidente da OpenAI), Jensen Huang (CEO da Nvidia) e Elon Musk, identificado como fundador da xAI, que agora faz parte da SpaceX. Esses nomes foram listados pela Associated Press.
Durante um breve encontro com imprensa fora do Ala Oeste da Casa Branca, Trump declarou que vê “tremenda autopolicialização” pelos líderes de tecnologia e que eles compreendem a necessidade de se autorregular. Ele também elogiou os executivos por desenvolverem uma tecnologia que, segundo ele, gera “crescimento incrível” e tem impulsionado investimentos em data centers, beneficiando a economia e o mercado de ações.

Por outro lado, Dario Amodei alertou que os riscos da IA são reais e que o mecanismo para enfrentá‑los ainda está em discussão, conforme registrado pela Associated Press.
Contextualização e implicações
O encontro que deu origem ao acordo ocorreu na Sala Leste da Casa Branca na segunda‑feira, 29 de setembro de 2026, conforme a Associated Press. O evento reuniu executivos que estão investindo centenas de bilhões de dólares em infraestrutura de IA, incluindo centros de dados espalhados pelos Estados Unidos, que têm gerado oposição grassroots e bipartidária.
O texto do acordo deixa aberta a possibilidade de futura codificação em normas legais, mas, por enquanto, depende da adesão voluntária das empresas. A Associated Press observa que a iniciativa foi apresentada como uma resposta aos medos do público americano sobre os perigos da IA, ao mesmo tempo em que reforça a narrativa de benefícios econômicos atribuídos ao setor.
O que ainda não foi divulgado
- Data exata da assinatura do documento (o The West Australian menciona apenas a publicação na Truth Social na terça‑feira, sem especificar o horário).
- Critérios e processo para a seleção das aproximadamente dez pessoas que comporão o comitê de supervisão mencionado por Trump.
- Detalhes dos controles internos que as empresas deverão adotar, tais como métricas específicas ou frequência de avaliações.
- Identidade da auditoria externa independente que será contratada por cada companhia e como será garantida sua independência.
- Prazo ou marcos para a possível transição dos passos voluntários para leis ou regulamentações formais.


