O presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, declarou que a burocracia não pode impedir o avanço da inteligência artificial e determinou que o governo defina tarefas críticas para a IA na indústria, atualize constantemente seus procedimentos e crie uma universidade de pesquisa aplicada na área.
Ordens para a aplicação prática da IA na indústria
Tokayev foi direto ao ponto: a inteligência artificial deve atacar problemas reais na produção, não apenas automatizar tarefas isoladas.
Ele ordenou ao governo, em conjunto com empresas nacionais e privadas, que identifiquem as tarefas críticas de IA em cada setor industrial. As companhias devem revisar seus fluxos de produção inteiro — não apenas operação por operação — para descobrir onde a tecnologia pode elevar a eficiência.
Automatizar uma única operação já não é o suficiente, alertou o presidente. Substituir um processo manual sozinho não muda o jogo. O risco é deixar o modelo de produção inalterado.
As novas tecnologias precisam ir direto para os sistemas de controle da fabricação. É aí, explicou Tokayev, que as melhorias reais acontecem.
A competitividade industrial hoje não depende só de recursos naturais ou capital. Eficiência da produção entra na mesma liga. Nos últimos cinco anos, patentes relacionadas à IA triplicaram — um indicador que Tokayev usou para reforçar a urgência da adoção.
Um relatório de 2026 já classifica a inteligência artificial como uma das cinco megatendências que vão transformar a economia global. Para Tokayev, isso torna ainda mais urgente uma ação coordenada entre setores público e privado.

Universidade aplicada e ligação ciência-produção
Tokayev determinou a criação do Qazaq AI Research University, instituto que formará especialistas de alto nível em inteligência artificial com foco em pesquisa aplicada ligada aos desafios do desenvolvimento econômico do país.
O currículo será atualizado constantemente para atender às necessidades reais da indústria. Os formados devem resolver problemas práticos de produção logo na primeira semana de trabalho.
Engenheiros, tecnólogos e operadores de fábrica conhecem cada desperdício, cada parada de equipamento, cada risco operacional. Junto com a universidade, eles são os responsáveis por mapear as tarefas críticas de IA na indústria.
Com esses pontos mapeados, a gestão industrial identifica rápido onde aplicar a inteligência artificial. Gera um ciclo contínuo de melhoria baseado em dados técnicos e nas necessidades produtivas.
Essa abordagem só funciona se a burocracia for eliminada. Tokayev repetiu no fechamento: não se pode dar passagem à burocracia no caminho para a inovação tecnológica na indústria.


