O escritor québécois d'origine haïtienne Thélyson Orélien decidiu abandonar o plano de documentar a criação de seu romance após acusações de que o livro teria sido produzido por inteligência artificial, informou seu editor, as Éditions du Boréal.
Editorial e a iniciativa de provar autoria
Segundo a La Presse, o éditeur disse que teria preferido que o autor trouxesse respostas definitivas às acusações de uso de IA. O projeto de reunir provas havia sido anunciado anteriormente pelas Éditions du Boréal e partiu do próprio Orélien, conforme afirmou o codiretor Renaud Roussel, que ressaltou que a posição da editora não mudou.
O autor havia dito ao jornal francês Libération que estava reunindo elementos de prova com editores na França e no Québec para sustentrar sua versão sobre a redação do romance.
Impacto nas vendas e disponibilidade
Tanto o Radio-Canada quanto a La Presse informaram que as vendas do livro têm diminuído desde o início da controvérsia, embora o editor tenha se recusado a divulgar números exatos. A obra permanece à venda em livrarias, mas está atualmente em falta de estoque na editora, com nova tiragem prevista para a semana seguinte.

Segundo a La Presse, a Biblioteca e Arquivos Nacionais do Québec registrou 1.713 reservas para a edição digital do romance até 14 de outubro, indicando demanda sustentada.
Outros desdobramentos da polêmica
A La Presse também apontou que o romance foi retirado da lista de finalistas do prêmio Goncourt devido às acusações de envolvimento de IA. O editor afirmou ter recebido o manuscrito de Orélien em 12 de setembro de 2025 e não poder verificar de forma independente como o texto foi escrito antes dessa data.
O próprio autor, em comunicado divulgado pela editora, declarou não ter nada a provar aos acusadores e afirmou ter começado a trabalhar no romance em 2017, concluindo um primeiro rascunho de mais de 300 páginas em 2019.


