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Ternus enfrenta teste de IA com iPhone dobrável e nova Siri

John Ternus apresenta iPhone dobrável e Siri com IA do Google em 9 de setembro. Nabila Popal projeta US$45 bilhões em receita até 2027.

08 de set., 07:53 atualizada 09 de set., 06:20 · v3 22 fontes · 13 países Negócios
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John Ternus, novo CEO da Apple, em evento de lançamento Foto: Mark Stebnicki / Pexels

John Ternus, recém-nomeado CEO da Apple, chega ao dia 9 de setembro com o peso de duas apostas que vão definir sua primeira gestão. O iPhone dobrável, que se abre como um passaporte e deve custar mais de US$2.500, é o primeiro. A reformulação da Siri com tecnologia de IA do Google, o segundo. Ambos serão apresentados em Cupertino, e ambos carregam a expectativa de gerar mais de US$45 bilhões em receita até o final de 2027, segundo projeções da analista Nabila Popal, da IDC. Fontes diferentes não coincidem no prazo exato: a Forbes Brasil fala em "final do próximo ano", a The Business Standard, em "final de 2027". Ambas, porém, repetem a mesma projeção numérica.

iPhone dobrável: design ousado, preço de alta fidelidade

O aparelho se abre como um passaporte — um movimento que, segundo o The Business Standard, faz sentido como contraponto à quase duas décadas de modelos candy-bar. Custo: além de US$2.500. Câmeras e processadores, dizem as fontes, talvez não liderem o mercado. Mas isso pode não ser óbvio no lançamento. A The Business Standard lembra que Samsung, Google e Huawei vendem dobráveis desde 2019. A Apple, que entra tarde, alegavelmente resolveu os problemas que assolaram os primeiros modelos: dobradiças que resistam a milhares de dobra e o vinco na tela. Nabila Popal, da IDC, vai mais longe: o preço alto, segundo ela, não pesa. A Apple sabe vender escassez como luxo.

No Brasil, a Forbes destaca que Wall Street quer ver se a empresa ainda entrega hardware inovador. No Bangladesh, a The Business Standard enquadra o lançamento como um teste de engenharia, não de marketing. Ambos os mercados, porém, convergem para o mesmo ponto: o iPhone dobrável não é um upgrade. É um reset.

Siri com IA do Google: a aposta que Ternus não pode errar

Aqui, a narrativa se complica. A Apple já anunciou uma reformulação profunda da Siri. A tecnologia por trás, segundo o The Business Standard, vem do Google. Uma atualização bem-sucedida até o final do ano, dizem as fontes, pode colocar a Apple no mesmo patamar do Gemini, o assistente do Google. Mas a barra está altíssima. Carolina Milanesi, da Creative Strategies, citada pelo BusinessLIVE, alerta: se a Siri ainda estiver mal funcionando, o desafio de Ternus será maior. Ela não pode ser apenas uma cópia. Tem que ser a Siri, mas melhor.

Gene Munster, da Deepwater Asset Management, leva a previsão mais distante: a aprovação da Siri na China pode só acontecer em 2028, por questões regulatórias. Anshel Sag, da Moor Insights Strategy, lembra que Ternus passou cinco anos como chefe de engenharia de hardware — um perfil baixo que agora deve dar lugar a apresentações de alto risco. Segundo ele, a Apple aprendeu com os erros dos concorrentes nos testes de dispositivos dobráveis. Agora, o mesmo rigor deve valer para a IA.

O que cada mercado destacou

O BNN Bloomberg completa que o objetivo da Apple é direcionar a atenção para o iPhone dobrável — o verdadeiro destaque do evento. Enquanto isso, os Air e as versões básicas seguem para a primavera. O que todos os mercados repetem: Ternus precisa provar que a Apple ainda entrega inovação. Só que, dessa vez, ela não pode estar sozinha no palco. A IA do Google está por trás da sua voz.

Apurado em 22 fontes

GMA News (Filipinas) · Forbes Brasil (Brasil) · The Business Standard (BD)

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