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Tailândia atrai US$ 690 milhões em apostas de IA e materiais de EV

35 projetos de materiais avançados foram registrados na Tailândia desde 2023, impulsionados pela alta demanda por IA, veículos elétricos e energia limpa.

24 de out., 23:16 6 fontes · 6 países Mercado
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Sala de servidores industriais com equipamentos brilhantes Foto: panumas nikhomkhai / Pexels

A Tailândia registrou 35 projetos de materiais avançados desde 2023, representando cerca de US$ 690 milhões (23,5 bilhões de baht), segundo dados divulgados pelo Board of Investment (BOI) do país em 24 de outubro de 2026. As apostas vêm de fabricantes de componentes essenciais para servidores de IA e veículos elétricos, como capacitores cerâmicos multilaminares (MLCCs), filmes de grafite térmico, cerâmicas de alto desempenho, materiais para baterias e pilhas a hidrogênio, ímãs de neodímio, tecidos de vidro e quartzo para placas de circuito, e nanomateriais para manufatura de precisão.

Investimentos apontam para produção de materiais estratégicos

A onda de demanda por IA, veículos elétricos e energia limpa tem empurrado fornecedores globais a instalar capacidade produtiva localizada, em vez de importar peças prontas. Projetos como os da taiuanesa Fultech Fiber Glass (tecido de vidro para PCBs), da chinesa Jones Tech (filmes de grafite sintético e natural) e da norte-americana CoorsTek (cerâmicas para sensores automotivos) reforçam a intenção de construir cadeias de suprimentos de valor mais alto dentro do país.

O secretário-geral do BOI, Narit Therdsteerasukdi, afirmou que a produção de materiais avançados na Tailândia reduz a dependência de importações e abre caminho para empresas locais participarem de cadeias de valor mais sofisticadas. A média por projeto seria de cerca de US$ 19,7 milhões, segundo cálculos divulgados pela imprensa, embora o BOI não tenha deto qualquer valor individual.

Setores diversificados e empresas nomeadas

Entre os sete grupos de produtos destacados, vários servem tanto a eletrônicos quanto a aplicações de mobilidade e energia limpa. O mercado de MLCCs, por exemplo, atende desde smartphones até servidores de alta performance — um único servidor premium pode conter até 30 mil unidades. Já as ímãs de neodímio da Phinis Well e as chapas bipolares de grafite da Xinyuan Graphite vão diretamente para motores de veículos elétricos e sistemas de pilhas a hidrogênio.

Estação de carregamento de veículo elétrico em uma usina solar
Foto: Reinhard Bruckner / Pexels

O anúncio também menciona sete empresas nomeadas — incluindo Golden Egret Cemented Carbide, especializada em pó de carbeto de tungstênio — mas não revela montantes específicos de investimento. As informações foram publicadas simultaneamente por agências de notícias como The Manila Times e tech-insider.org, mantendo os mesmos números divulgados pelo BOI.

O que ainda não foi divulgado

O BOI não informou detalhes sobre cronogramas de implantação dos projetos, nem apresentou uma divisão geográfica ou setorial mais granular dos investimentos previstos. Também não foram divulgadas metas de capacidade instalada ou impacto esperado sobre a exportação tailandesa desses materiais.

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Apurado em 6 fontes

The Bruneian (Brunei) · The Manila Times (Filipinas) · tech-insider.org (Nigéria) · Laotian Times (Laos) · Yahoo Finance (Estados Unidos) · The Sun (Malásia)

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