Investidores do setor de IA viram o custo dos swaps de inadimplência de crédito (CDS) ligados a dívida de tecnologia subir a níveis recorde, com o volume médio diário de negociação atingindo US$ 16 bilhões no segundo trimestre de 2026.
O que está acontecendo com os CDS de IA
O custo de se assegurar contra o risco de inadimplência de dívidas de empresas de tecnologia chegou a patamares históricos, sobretudo para aquelas que dependem de receitas futuras de data centers. Essa elevação dos prêmios é interpretada como sinal de crescente estresse de crédito no chamado comércio de IA.
Reações do mercado e das grandes tech
Mesmo que as ações das companhias impulsionadoras da explosão de IA ainda estejam entre as maiores valorizações do ano, muitas tiveram queda acentuada nas últimas semanas, à medida que investidores reavaliam o custo de capital diante de juros e inflação em alta. O aumento da demanda por CDS chegou a afetar até nomes pesados como Apple, Amazon e Microsoft, enquanto para concorrentes mais endividados, fornecedores e clientes o encarecimento foi ainda mais pronunciado. Até o momento, nenhuma dessas empresas teve inadimplência ou sinalizou que possa vir a ocorrer.
Contexto do mercado de CDS e limites de divulgação
O mercado de swaps de inadimplência de crédito de nome único vale cerca de US$ 9 trilhões, segundo a ISDA, representando apenas uma fração do total global de títulos de dívida, que ultrapassa US$ 150 trilhões de acordo com o BIS. A negociação média diária de CDS em todo o mercado foi de US$ 16 bilhões no segundo trimestre, acima dos US$ 13 bilhões registrados um ano antes, conforme dados da DTCC. A Arábia Saudita aparece como o local mais ativo de negociação, embora os negócios diários para grandes empresas muitas vezes sejam poucos, o que pode fazer com que transações pequenas movam os preços de forma desproporcional.
O que ainda não foi divulgado
- Valor exato dos pontos‑base (bps) cobrados pelos swaps para cada empresa mencionada.
- Data precisa da divulgação do aumento recorde além da referência ao segundo trimestre de 2026.
- Detalhes sobre quais fornecedores ou clientes específicos de CDS tiveram os maiores aumentos de custo.
- Informação sobre eventuais planos das companhias de mitigar o risco de crédito ou de reestruturar dívidas.


