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Spotify remove 50 milhões de faixas de IA das recomendações

Plataforma retirou mais de 50 milhões de músicas consideradas spam ou de baixa qualidade geradas por inteligência artificial.

20 de out., 17:16 7 fontes · 4 países Mercado Cultura
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Ilustração mostrando músicas geradas por IA sendo removidas de uma plataforma de streaming. Foto: Jonathan Borba / Pexels

O Spotify retirou mais de 50 milhões de faixas consideradas spam ou 'AI slop' das recomendações na plataforma, segundo anúncio divulgado nesta terça-feira (20/10). A empresa também informou que removeu 75 milhões de músicas por violações graves ou repetidas das regras no ano. Essas ações fazem parte de uma revisão contínua para promover conteúdos de artistas humanos.

Sistema combinado identifica conteúdo indesejado

O Spotify utiliza uma combinação de sinais para detectar faixas suspeitas, incluindo engajamento e feedback de ouvintes, padrões de upload, metadados e ferramentas externas de detecção de IA. A empresa reconhece que não há um único critério definitivo, mas sim uma análise multicamada que busca padrões de abuso, como envios em massa, músicas duplicadas e manipulação de mecanismos de busca. A ferramenta também identifica perfis classificados como 'AI Personas', cujas identidades são geradas por IA, e exclui esses artistas das recomendações por padrão, salvo ação direta do usuário. Mais de 300 mil artistas receberam o selo Verified by Spotify, representando mais de 99% das buscas na plataforma.

Impacto e políticas de longo prazo

Ajustes no algoritmo e revisões manuais das playlists oficiais resultaram em uma redução significativa nas reclamações de usuários sobre conteúdos indesejados. A empresa também mantém desde 2024 um piso de 1.000 reproduções para que uma faixa gere royalties, o que dificulta a monetização de músicas provavelmente geradas por IA — essas têm dez vezes mais chances de não atingir esse limite. As medidas dão continuidade às políticas anunciadas em 2025 contra spam, imitação de voz e uso de IA. Parcerias com gravadoras, como a Universal Music Group e a Believe, são parte da estratégia para regular o uso responsável de inteligência artificial na música.

O que ainda não foi divulgado

Apurado em 7 fontes

The Verge (Estados Unidos) · Veja (Brasil) · Tecnoblog (Brasil) · NBC News (Estados Unidos)

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