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Sony e Warner processam Anthropic por treinar Claude

Sony Music Publishing e Warner Chappell processam a Anthropic por uso de dezenas de milhares de músicas protegidas para treinar os modelos Claude

29 de ago., 15:56 atualizada 30 de ago., 00:51 · v2 224 fontes · 24 países Regulação Regulação
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marteleiro de justiça sobre mesa em tribunal Foto: SHOX ART / Pexels

Sony Music Publishing e Warner Chappell processam a Anthropic no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Norte da Califórnia, acusando a empresa de utilizar dezenas de milhares de obras protegidas por direitos autorais para treinar os modelos da série Claude e pedindo danos de até US$150 mil por obra, além de US$25 mil por cada remoção de metadados de direitos.

Detalhes da acusação e pedidos

A queixa, conforme descrita pela Mint com base no Business Insider, não se limita a acusar a Anthropic de uso indevido de conteúdo. Ela aponta uma verdadeira campanha de pirataria estruturada — torrents ilegais, scraping e downloads em massa — para alimentar os modelos de linguagem da série Claude. Para isso, a empresa teria se apoiado em arquivos digitais conhecidos como Library Genesis e Pirate Library Mirror.

Segundo o Music Business Worldwide, a queixa cita canções específicas como “Ain’t No Mountain High Enough”, “All I Want for Christmas is You”, “Eye of the Tiger”, “Here Comes Santa Claus” e “Paper Rings”, além de afirmações de que as obras foram copiadas várias vezes, tanto como entrada para treinar os modelos Claude quanto nas saídas geradas por eles.

Conforme o FomoEra, além dos danos por obra, as editoras pedem que o tribunal ordene a destruição das cópias infratoras e que a Anthropic forneça uma prestação de contas dos dados usados no treinamento dos modelos.

O processo foi registrado na sexta-feira, 28 de agosto de 2026, e os co-fundadores da Anthropic, Dario Amodei e Benjamin Mann, são réus individuais na ação, conforme noticiado pela Mint com base no Business Insider.

O Music Business Worldwide destaca que as editoras solicitam julgamento com júri e que são representadas pelos escritórios Oppenheim + Zebrak, LLP e Pryor Cashman LLP.

Contexto de processos anteriores e envolvimento dos fundadores

De acordo com o Music Business Worldwide, este é o quinto processo da indústria musical contra a Anthropic. Antes disso, em outubro de 2023, Universal Music Publishing Group, Concord Music Group e ABKCO já tinham ações contra a empresa (cerca de 500 músicas) e, em janeiro de 2026, ampliaram a ação para mais de 20.000 obras, pedindo mais de US$3 bilhões.

O mesmo veículo acrescenta que a BMG ingressou com ação em março de 2026 (493 composições) e que a Round Hill Music entrou com outra em 17 de agosto.

Segundo o TechCrunch e o The Verge, a Anthropic já havia fechado um acordo de US$1,5 bilhão com a indústria editorial em razão do caso Bartz v. Anthropic, no qual um juiz julgou que a obtenção de conteúdo por meios ilegais não era permitida. Esse precedente judicial parece ter direcionado parte da estratégia das editoras na nova ação.

notas musicais flutuando sobre tela de computador
Foto: Tima Miroshnichenko / Pexels

O FomoEra cita esse mesmo caso Bartz, afirmando que as duas cifras repetidas na queixa atual — pelo menos cinco milhões de livros baixados da Library Genesis em junho de 2021 e pelo menos dois milhões mais da Pirate Library Mirror em julho de 2022 — vêm exatamente dessa decisão judicial.

No novo processo, os réus individuais Amodei e Mann são apontados como pessoalmente responsáveis pelos downloads de livros piratados das plataformas mencionadas, reforçando o alcance da acusação.

Segundo o FomoEra, a Anthropic foi avaliada em aproximadamente US$2 trilhões segundo um relatório da Forbes de 13 de agosto de 2026, enquanto sua Série H, anunciada em 29 de maio de 2026, valia US$965 milhões.

O TechCrunch e The Verge confirmam que a Anthropic não respondeu aos pedidos de comentário até a publicação das matérias.

Possíveis impactos e perspectivas

A análise do caso, conforme indicado pela Mint com base no Axios, aponta que o processo pode marcar o início de uma longa batalha sobre o uso de música por empresas de IA e como os direitos de propriedade intelectual devem ser protegidos à medida que a tecnologia avança.

O Music Business Worldwide observa que a queixa identifica dezenas de milhares de composições supostamente infringidas, o que colocaria a exposição teórica da Anthropic em faixa de vários bilhões de dólares caso a indenização máxima seja aplicada.

Segundo o TechCrunch, além da ação das editoras, a Anthropic enfrenta processos separados da Universal Music Group, Concord, ABKCO, BMG e Round Hill Music.

O que ainda não foi divulgado

Apurado em 224 fontes

Playtech.ro (Romênia) · Fortune (Estados Unidos) · The Hindu Sci-Tech (Índia)

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