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Smithsonian usa IA para conectar artefatos da Revolução

Instituição aplica IA desde a primavera para ligar peças do período 1770‑1810, enquanto EUA completam 250 anos de independência.

03 de out., 07:00 6 fontes · 5 países Pesquisa Explicador
Pesquisa
Exposição de artefatos históricos em museu Foto: Mochammad Algi / Pexels

Enquanto os Estados Unidos celebram os 250 anos de independência, o Smithsonian Institution aplica inteligência artificial para conectar artefatos da Revolução Americana, segundo o The Independent.

Como a IA está sendo aplicada na coleção revolucionária

Segundo o The Independent, o projeto chamado Revolution Crossroads começou a aplicar modelos de IA na primavera, permitindo que os pesquisadores estabeleçam ligações que anteriormente demandariam buscas manuais extensivas em diversos catálogos.

Ainda de acordo com a mesma fonte, a equipe já identificou, por exemplo, um ourives que veiculava anúncios em jornais por volta de 1774 para um cremeira semelhante ao objeto existente no National Museum of American History do Smithsonian.

O objetivo final é vasculhar registros e trazer à tona histórias de pessoas cujas vidas se apagaram ao longo dos séculos. Para isso, o Smithsonian já digitalizou – e em alguns casos redigitalizou – cerca de 10 000 objetos ligados a indivíduos que viveram entre 1770 e 1810, tornando-os acessíveis aos algoritmos. O público pode consultar esses registros online.

Contexto institucional e o debate sobre regulamentação da IA

Fundado em 1846, o Smithsonian atualmente administra 21 museus e galerias, incluindo o National Zoo, conforme informado pelo The Independent. A instituição tem sido alvo de questionamentos por parte do presidente republicano Donald Trump quanto a algumas de suas narrativas.

Tela de computador mostrando algoritmo de IA
Foto: Andrew Neel / Pexels

Becky Kobberod, chief digital and innovation officer do Smithsonian, afirmou que um cenário ideal seria contribuir para o registro público, acrescentando nomes de pessoas que, embora não sejam figuras como Thomas Jefferson ou George Washington, ajudaram a construir suas comunidades.

Natalie Buda Smith, diretora de estratégia digital da Library of Congress, destacou que o projeto lembra como essas instituições estão envolvidas em tecnologias em rápida evolução e pode auxiliar pesquisadores que não sabem se devem iniciar suas buscas no Smithsonian, na Library of Congress ou em outro arquivo. Ela citou o caso da cremeira como exemplo de como partes de uma história podem ficar divididas entre diferentes acervos.

O The Independent observa que esse trabalho acontece em um momento sensível para o debate sobre o uso da IA: líderes do setor têm alertado sobre riscos potenciais, muitos deles estiveram em Washington nesta semana, encontraram-se com Trump e assinaram um acordo voluntário de revisão. Democratas e alguns republicanos defendem uma resposta mais robusta, incluindo regulamentação mais forte da inteligência artificial.

Apurado em 6 fontes

The Independent (Reino Unido)

ver as 6 fontes

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