Na 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em 27 de setembro de 2026, Singapura propôs a criação de uma convenção-quadro da ONU sobre segurança da inteligência artificial, conforme reportaram Malay Mail, The Straits Times e CNA.
O ministro das Relações Exteriores de Singapura, Vivian Balakrishnan, defendeu que a ONU deve liderar a elaboração de regras globais e salvaguardas para a IA, sugerindo uma abordagem semelhante à convenção usada para as mudanças climáticas.
Riscos apontados
Balakrishnan destacou três ameaças principais: perda de controle sobre sistemas autônomos, uso indevido por atores ilegais para desenvolver armas biológicas ou de destruição em massa, e perturbações socioeconômicas generalizadas.
Nova instituição
Segundo o Malay Mail, ele sugeriu a criação de uma instituição internacional com funções semelhantes às da União Internacional de Telecomunicações e da Agência Internacional de Energia Atômica, para definir padrões técnicos comuns.

Balakrishnan lembrou ainda que a velocidade do avanço da IA supera o entendimento dos riscos, e que a proteção do bem comum exige ação coletiva e regras acordadas de forma inclusiva, já que a ONU é a única instituição internacional com filiação universal.
Em discurso na qual foi citado o apoio de Finlândia e Noruega, o ministro ressaltou a importância da supervisão humana e de mecanismos universais de segurança.
- Perda de controle sobre sistemas autônomos;
- Uso indevido para desenvolver armas biológicas ou de destruição em massa;
- Perturbações socioeconômicas generalizadas.


