Sindicatos americanos de trabalhadores devem se unir contra a expansão de datacenters de inteligência artificial (IA), avisa um colunista do The Guardian. O artigo defende uma moratória na construção dessas instalações até que regulamentações sejam aprovadas para proteger empregos, comunidades e meio ambiente.
O artigo, de Tyler Turner, afirma que a aposta das empresas de tecnologia em IA é massiva: cerca de um quarto do PIB americano. Os CEOs da área acreditam que a tecnologia permitirá que as empresas aumentem lucros cortando sua maior despesa: a mão de obra. Com os datacenters, as corporações poderiam redistribuir os salários dos trabalhadores para si mesmas, de acordo com a análise.
Crítica a acordos com grandes empresas
Turner se preocupa com os acordos assinados pela North American Building Trades Unions (NABTU) com corporações como Blackrock, Meta e OpenAI para colaborar na expansão dos datacenters. Ele afirma que, com esses acordos, os membros dos sindicatos vão construir as usinas do trabalho computadorizado que podem eliminar milhões de postos, incluindo possivelmente os próprios deles.

O colunista sugere que, até que regulamentações fortes sejam promulgadas, os sindicatos devem se concentrar na aprovação da Artificial Intelligence Data Center Moratorium Act, apresentada no Congresso americano pelo senador Bernie Sanders. Depois de alcançar uma moratória, o movimento trabalhista deve se unir em demandas para garantir que trabalhadores de todos os setores recebam uma parcela justa dos benefícios potenciais da IA.
Impactos já observados entre membros
Turner cita uma pesquisa feita com a membros da Office and Professional Employees International Union no ano passado, que mostrou que os trabalhadores já estão sendo afetados negativamente pela IA de várias formas: demissões, vigilância e punições por erros, entre outros.


