A Siemens estende a aposta em IA para a linha de produção: um membro do conselho afirmou que a empresa projeta atingir até 80% de automação em suas fábricas com inteligência artificial como tecnologia central, segundo a Reuters. A declaração, feita em Berlim no dia 20 de outubro de 2026, não definiu prazo nem detalhou quais processos seriam priorizados — mas sinaliza uma repositionamento estratégico da empresa alemã no corredor da indústria 4.0.
Projeção da Siemens
O diretor da Siemens não esconde a ambição: 80% da automação industrial pode ser feita com IA. A projeção, citada pela Reuters, entra no pacote de transformação digital da empresa, que tem usado IA para otimizar cadeias de suprimentos, prever falhas em máquinas e reduzir interrupções na linha de produção. Ainda sem cronograma, a meta serve como bússola para uma divisão que movimenta bilhões em faturamento anual.
A Reuters indica que a estratégia vai além da fábrica: a Siemens quer integrar IA em suas linhas de produção com foco em eficiência operacional e corte de custos — um discurso que ganha peso enquanto concorrentes chinesas e norte-americanas aceleram a digitalização.
Apelo de Merz por investimento em IA
Em paralelo, o chanceler alemão Friedrich Merz pressiona o setor privado a seguir o exemplo. Durante o Invest in Germany Summit, em Berlim, Merz discutiu com Jensen Huang, CEO da Nvidia, a necessidade de investimento em IA para modernizar a economia alemã — e sinalizou que um acordo entre a Alemanha e a Nvidia pode estar em andamento.

Merz não esconde a urgência: diante da concorrência global — especialmente da China e dos EUA — pela frente de empresas automotivas, químicas e de engenharia alemãs, o chanceler afirmou que a Alemanha está em uma ‘transformação econômica e tecnológica fundamental’, impulsionada pelo avanço exponencial da IA. O apelo foi feito diretamente aos líderes de negócios: ‘abram suas portas para a IA’.
O mercado alemão, segundo a CNA de Singapura, reage com cautela. Enquanto a Siemens projeta o futuro do que já pode ser automatizado, o governo federal tenta acelerar a transição sem perder o pulso sobre os custos — especialmente com a incerteza política alimentada pelo crescimento do Alternative for Deutschland.


