Senadores liderados por Ron Wyden enviaram uma carta à Meta questionando o uso de US$6,6 bilhões em créditos de pesquisa federal vinculados a centros de dados de IA.
Contexto da carta do Senado
Segundo a The Athletic, sete senadores democratas da Comissão de Finanças do Senado enviaram uma carta ao presidente executivo da Meta, Mark Zuckerberg, em 13 de outubro de 2026. A carta foi tornada pública no dia seguinte e cita que a empresa teria recebido US$6,6 bilhões em benefícios fiscais.
Conforme apurou a Lapaas Voice, o documento foi assinado por sete senadores, tendo Ron Wyden, senador democrata e líder da minoria na Comissão de Finanças, como principal signatário.
Detalhes dos créditos solicitados
A Lapaas Voice informa que os senadores solicitam detalhes sobre os créditos de pesquisa declarados pela Meta no período de 2023 a 2025. Segundo o mesmo veículo, a companhia teria afirmado ter recebido aproximadamente US$700 milhões em 2023, US$2 bilhões em 2024 e US$3,9 bilhões em 2025, totalizando US$6,6 bilhões.
O pedido inclui explicação sobre se esses valores foram requeridos sob a Seção 41 do Código de Receita Interna, que trata de créditos para pesquisa e experimentação.

Pontos de discordância entre legisladores e empresa
A Lapaas Voice destaca que os legisladores questionam se a classificação de certos centros de dados de IA como “pilot models” ou projetos experimentais está de acordo com o propósito da Seção 41. Eles argumentam que o crédito tem como objetivo incentivar pesquisa genuína, não subsidiar a construção comum de infraestrutura de dados.
Segundo a mesma fonte, a Meta anteriormente defendeu que seu uso de incentivos fiscais está alinhado à política congressional de estimular investimentos domésticos, mas não detalhou públicamente a distribuição exata dos US$6,6 bilhões por categoria de gasto.
Prazo para resposta e próximos passos
A carta estabelece que a Meta deve responder às perguntas até 31 de outubro de 2026. A Lapaas Voice ressalta que, até o momento, a correspondência não constitui uma constatação formal de violação da legislação tributária, mas apenas solicita esclarecimentos sobre a metodologia empregada pela empresa.


