Sachin Katti, vice-president de compute strategy e GPT-Infra da OpenAI, anunciou em 14 de outubro de 2026 que deixará o cargo, com último dia em 15 de novembro de 2026, e permanecerá como conselheiro da empresa.
Projetos de capacidade de computação
Katti afirmou que suas equipes garantiram capacidade de computação de dezenas de gigawatts em projetos nos Estados Unidos, citando Ohio, Portsmouth, Georgia e Trainium, trabalhando com parceiros como NVIDIA, Broadcom, AMD, Oracle, Microsoft, Google, AWS, Cerebras e CoreWeave. Ele mencionou que o esforço do GPT-Infra passou de ideia para negócio real com clientes e parceiros em três meses. Sobre o projeto Camellia, na Geórgia, a OpenAI contratou 3,2 gigawatts de energia com a Georgia Power Company para entrega entre 2028 e 2032, prometendo não aumentar tarifas residenciais, uso de sistema fechado de água, auditoria anual independente e benefícios comunitários de US$ 80 milhões, além de até US$ 71 milhões em créditos Codex para estudantes geórgios. No projeto de Ohio, na antiga usina Portsmouth Gaseous Diffusion Plant, a OpenAI secured aproximadamente 8 gigawatts-IT de capacidade, em parceria com SB Energy, NVIDIA e o Departamento de Energia dos EUA, com expectativa de criação de 35 mil empregos.
Sucessão e contexto de saídas
Após sua saída, Uday Ruddarraju, CTO da OpenAI, assumirá a liderança da organização de compute, reportando diretamente ao presidente Greg Brockman, enquanto Richard Ho, vice-presidente de hardware, passará a supervisionar o grupo GPT Infra. A empresa afirmou estar visando cerca de US$ 600 bilhões em gastos com computação até 2030. A saída de Katti integra uma série de mudanças executivas na OpenAI nos últimos meses, que incluíram as partidas ou transições para cargos de assessoria de Fidji Simo, Brad Lightcap, Denise Dresser, Chris Malone, Peter Hoeschele e David Robinson, líder de segurança.


