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Robots de delivery são acusados de coletar dados biométricos sem consentimento

Duas ações coletivas em Chicago acusam empresas de usar câmeras e LiDAR dos robôs para escanear rostos e mãos de clientes sem consentimento.

20 de out., 15:46 3 fontes · 4 países Segurança Regulação
Segurança
Robô de delivery com câmeras escaneado por perto em uma rua urbana Foto: Kindel Media / Pexels

Duas ações coletivas judiciais em Chicago acusam Coco Robotics e Serve Robotics de coletar dados biométricos de clientes sem consentimento, usando câmeras e sensores LiDAR instalados nos robôs de delivery. Os homens alegam que os dispositivos registraram rostos e mãos durante a entrega, sem aviso prévio ou permissão, violando a Lei de Privacidade Biométrica de Illinois.

Ações judiciais e alegações

Mitchell Breidinger afirma que seu pedido de supermercado foi atribuído a um robô da Coco em setembro de 2025, sem que ele tivesse escolhido essa opção. Segundo sua petição, ao se aproximar da máquina para digitar um código e resgatar as compras, as câmeras gravaram seu rosto, cabeça e mãos, enquanto os sensores LiDAR mediram suas proporções. Ele também alega que um operador remoto assistiu a entrega em tempo real.

Barry Schain, residente em Lincoln Park, descreveu experiências semelhantes com os robôs da Serve Robotics, incluindo uma entrega por Uber Eats em 4 de outubro, também sem que ele tivesse selecionado entrega robótica.

Uso dos dados coletados

As ações alegam que as empresas retêm os dados de vídeo e sensores para treinar sistemas de inteligência artificial. Breidinger afirma que a Coco compartilhou essas informações com OpenAI e outras partes terceiras. Schain aponta que a Serve divulga licenciar conjuntos de dados de vídeo e LiDAR para treinamento de IA.

Representação digital de dados biométricos sendo coletados por câmeras
Foto: cottonbro studio / Pexels

Segundo as petições, as medições biométricas são armazenadas junto com nomes e endereços dos clientes, vinculando os dados a indivíduos identificáveis.

Respostas das empresas

Representantes de ambas as empresas negam coletar dados biométricos de clientes ou pedestres. Um porta-voz da Serve afirmou que a empresa “defenderá-se” contra a ação judicial, enquanto um representante da Coco chamou a ação de “sem fundamento” e afirmou que “não coletamos dados biométricos em Chicago”.

A Coco ressaltou que os dados compartilhados são usados para navegação e segurança viária, como informações em tempo real sobre obstáculos para o aplicativo BlindSquare, destinado a pessoas com deficiência visual. A empresa também afirmou que não compartilha dados coletados durante o início ou fim das entregas.

O que ainda não foi divulgado

Apurado em 3 fontes

La Nación (Argentina)

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