Na Conferência Mundial de Robótica em Pequim, máquinas saíram do ringue de entretenimento para dobrar roupas, embalar produtos e recolher lixo — enquanto a Unitree fechava a primeira oferta pública de uma empresa de robótica na China continental com 460% de valorização e US$ 904 milhões captados.
Operações técnicas demonstradas
- Robôs de diferentes marcas realizaram tarefas cotidianas: movimentação de pacotes, embalagem de produtos, dobra de roupas e coleta de resíduos, simulando ambientes reais de logística e consumo.
- Um robô da Molaibuyuan dobrou roupas em tempo real; um modelo da TermiTech tocou piano; e um pequeno robô vestindo a camiseta da seleção argentina com o número 10 de Lionel Messi cobrou pênalti diante da plateia.
- A Unitree alertou para os limites atuais: as garras robóticas ainda não têm a precisão ou resistência necessárias para produção em larga escala, o que pode atrasar a comercialização.
Ênfase técnica e comercial
- Durante a conferência, enquanto os robôs dançavam e faziam demonstrações, a Unitree estreou na Bolsa de Shanghai com um salto de 460% na cotação, após arrecadar o equivalente a 904 milhões de dólares em sua IPO — primeira do setor na China continental.
- O contraste entre o espetáculo cênico e os números de mercado mostra o pulo do gato atual da robótica: avança rápido em laboratório, mas ainda enfrenta barreiras para escalar para o consumo massivo.
Outras inovações apresentadas
- Uma banda de robôs da UniX AI tocou música ao vivo, misturando peças tradicionais chinesas com clássicos como a obra de Michael Jackson.
- Os robôs da Unitree desfilaram dançando ao som de ritmos chineses e da música de Michael Jackson, exibindo sincronização e mobilidade articulada.
- O YouTube anunciou, durante o evento, uma atualização no contador de visualizações a partir de 24 de agosto — detalhe técnico que chamou atenção no meio da programação.


