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Rede secreta usa IA e celulares para ensinar meninas no Afeganistão

Mulheres afegãs usam IA e redes comunitárias para ensinar meninas em aulas clandestinas, enfrentando riscos de prisão e perseguição talibã.

04 de out., 18:16 3 fontes · 3 países Segurança
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Mulheres afegãs estudando em um telemóvel à noite Foto: kaboompics.com / Pexels

Conforme El Nacional, do Equador, uma rede clandestina mantém meninas afegãs aprendendo desde 2021, quando os talibãs proibiram o ensino feminino secundário e superior.

Como a rede funciona

A rede mobiliza cerca de 2.750 mulheres nas 34 províncias do Afeganistão, segundo El Nacional. Eles se conectam por telemóveis baratos — 500 afganis (sete euros) compram crédito para uma jovem acessar escolas online. As aulas ocorrem em residências, com Instagram e ChatGPT como aliados para estudar matemática. Mulheres da diáspora atuam como 'irmãs' virtuais, ensinando inglês e competências digitais por vídeo-chamadas.

Wazhma Frogh, ativista de 46 anos residente no Canadá, coordena a rede from the dark, iniciando suas tarefas às três da manhã para alinhar com o horário das mulheres dentro do país. Como explicou El Nacional, uma mensagem em um celular pode levar à prisão ou desaparecimento.

Riscos e consequências

Semanalmente, a rede registra pelo menos quatro casos de suicídio entre jovens que, antes de 2021, estudavam carreiras como Medicina ou Engenharia e agora veem seus futuros bloqueados. Frogh, que esteve em Kabul em julho de 2021, poucas semanas antes da tomada de poder dos talibãs, disse a El Nacional que a tecnologia, apesar dos riscos, abriu uma janela que não existia durante o primeiro regime talibã.

Apurado em 3 fontes

El Nacional (Venezuela)

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