A rede elétrica de 400 kV que liga Irã, Armênia e Geórgia deve ingressar em operação entre 2031 e 2033, informou o PanARMENIAN.Net com base no Ministério da Administração Territorial e Infraestrutura da Armênia. O empreendimento envolve linhas de 400 kV e pode multiplicar por várias vezes as trocas de energia entre os três países — seja para importação quanto para exportação.
Hovhannes Abrahamyan, chefe do Departamento de Mercados Regionais de Energia da pasta, disse que uma linha de 400 kV e uma subestação estão em construção na direção do Irã, enquanto a infraestrutura de mesma capacidade já foi concluída em direção à Geórgia. "Teremos ambas as linhas prontas para operação em 2031-2033", afirmou, segundo a Sputnik Armenia, citada pelo veículo armênio.
Cronograma e infraestrutura
O projeto envolve uma infraestrutura energética central para a Armênia. As linhas de alta tensão permitirão que o sistema elétrico do país opere como uma rede unificada com os vizinhos. A conclusão está prevista para a primeira metade da próxima década.
Abrahamyan explicou que a operação conjunta não implica fluxo contínuo em uma única direção: a energia fluirá de acordo com as condições de oferta e demanda.

Fluxo e demanda
Com as novas conexões, os volumes de trocas transfronteiriças crescerão significativamente. A escolha entre importar ou exportar será ajustada movida por condições do mercado em cada momento.
No que diz respeito ao aumento do consumo — como o desenvolvimento do setor de TI e a entrada de novos grandes consumidores —, Abrahamyan afirmou que não há escassez de energia elétrica. "O fornecimento é estável e ininterrupto. Casos isolados de demanda excepcional foram tratados nas discussões setoriais. Não há nada com que se preocupar neste momento", disse.
Sobre renováveis, Abrahamyan destacou que a Armênia mantém um sistema hidrelétrico maduro há anos e que a capacidade solar cresceu fortemente recentemente.
O que ainda não foi divulgado
- O custo total do projeto não foi revelado.
- O cronograma detalhado de cada fase das obras não foi informado.
- Não há dados públicos sobre impacto tarifário das novas linhas.
- A fonte de financiamento dos investimentos não foi especificada.


