OCTO+

Ray Dalio alerta que bolha de IA está perto de estourar

Ray Dalio disse que a inteligência artificial vive uma bolha clássica prestes a estourar

08 de out., 03:49 31 fontes · 13 países Mercado Explicador
Mercado
Gráfico de mercado de ações mostrando tendência de alta Foto: Rafael Minguet Delgado / Pexels

Ray Dalio alertou que a bolha da inteligência artificial está perto de estourar, movida pela alta das taxas de juros e pelo endividamento crescente para financiar projetos de IA. Ele fez o comentário durante a Conferência Global de CEOs da Forbes, em Singapura.

O que Dalbio vê de preocupante

Numa rede de causas interligadas, Dalbio explica como o ciclo se arma: enquanto os grandes players da tecnologia gastam centenas de bilhões em IA — e cada vez mais financiados por dívidas —, as taxas de juros sobem. O custo desse dinheiro parou de ser barato. E ele aponta: é aí que as bolhas clássicas costumam estourar. Não é tanta a valorização desenfreada — apesar de ela existir —, quanto a tensão entre manter ativos caros subindo e o momento em que alguém precisa convertê-los em algo real.

“Todo mundo diz ‘eu valho um bilhão de dólares’, mas tudo bem, tente gastar isso”, disse ele. A pegadinha? Converter ganhos não realizados em dinheiro líquido exige vender ativos. E quando todo mundo tenta fazer isso ao mesmo tempo, o mercado escorrega.

Esse mecanismo já vinha sendo monitorado por Dalbio há tempo. Agora, ele diz que estão “na parte do ciclo que antecede o estouro, mas nos aproximando desse ponto”.

Fachada de banco central simbolizando políticas de juros
Foto: CK Seng / Pexels

contexto: rendimentos altos e concentração de ganhos

Los rendimentos dos títulos de dívida em todo o mundo atingiram os níveis mais altos em décadas. Isso eleva o custo de captação para a construção da infraestrutura de IA. Paralelamente, as valorizações das ações de tecnologia continuam em alta, com otimismo sobre os lucros do setor empurrando os índices S&P 500 e Nasdaq 100 a novos máximos. Mas os ganhos de mercado estão concentrados em poucas ações.

Dalbio também lembra que os Treasuries americanos ficam expostos à possibilidade de queda na demanda por parte da China e do Japão, dois grandes detentores estrangeiros da dívida dos EUA. Ele menciona a dívida pública dos Estados Unidos, que segundo dados de agosto chegou a US$ 40 trilhões, com cerca de um terço desse valor vindo justamente de capitais desses dois países.

O que falta na narrativa

O material não traz o total exato da dívida vinculada exclusivamente aos investimentos em IA, nem aponta quais corporações ou segmentos concentram mais esse financiamento. Não há data estimada para o rompimento da bolha, nem indicadores específicos para antecipar esse momento. Também não há recomendações de proteção de portfólio.

Apurado em 31 fontes

Bloomberg Businessweek (Estados Unidos) · Bloomberg Línea Brasil (Brasil) · O Globo (Brasil)

ver as 31 fontes

Continue lendo

Receba sem abrir o site

no e-mail ou no WhatsApp · análises + plantão + resumo semanal · cancele com 1 clique
Pronto. A primeira edição chega no seu e-mail.

Assine GRÁTIS e cancele com 1 CLIQUE quando quiser. ;)