Rapidus, empresa japonesa de semicondutores, anunciou que formou aliança com a Toshiba e outras 16 companhias para apoiar o design avançado de chips de seus clientes, segundo a Yonhap News.
Objetivo da aliança e composição dos parceiros
Segundo a agência sul-coreana, as 17 empresas envolvidas passarão a ficar responsáveis pelo trabalho de design de semicondutores para os potenciais clientes da Rapidus. Essa iniciativa busca suprir a carência de especialistas em projetos avançados que, segundo a fonte, afeta empresas japonesas que desejam produzir chips de última geração. Ao terceirizar essa etapa, a Rapidus pretende garantir que os clientes tenham acesso a projetos qualificados antes de passar à fase de fabricação.
Entre os parceiros estão não apenas fornecedores japoneses, mas também empresas de software de design de semicondutores dos Estados Unidos, como Synopsys e Cadence Design Systems, além da indiana Infosys e de uma companhia malaia. A Yonhap News destaca que a diversidade geográfica dos parceiros visa ampliar o acesso a ferramentas e know‑how de diferentes mercados.
Metas tecnológicas e apoio governamental
A aliança faz parte da estratégia da Rapidus para chegar à produção de chips de 2 nanômetros até o segundo semestre de 2027. Essa marca representa um dos nós mais avançados atualmente em desenvolvimento na indústria de semicondutores. Para viabilizar esse objetivo, o Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão já teria destinado aproximadamente três trilhões de ienes (cerca de 25,5 trilhões de won sul‑coreanos) em apoio financeiro à empresa desde sua criação.
O recurso, segundo a Yonhap News, foi aprovado pelo governo japonês em 2022 e tem sido usado para sustentar o modelo de negócio de fundição (foundry) adotado pela Rapidus, que produz semicondutores com base nos projetos fornecidos pelos clientes.

Contexto de criação da Rapidus
A Rapidus foi criada em 2022 com forte apoio do governo japonês, que viu na empresa uma oportunidade de revitalizar a capacidade nacional de produção de semicondutores avançados. Desde então, a companhia tem seguido o modelo de fábrica terceirizada, ou seja, fabrica chips a partir dos envios de design recebidos de seus clientes, sem manter equipes internas de projeto em larga escala.
A falta de engenheiros de design no Japão, apontada pela agência sul-coreana como um dos motivos para a formação da aliança, deixa a Rapidus dependente de parceiros externos para realizar a fase de concepção antes de iniciar a produção. Essa estrutura permite que a empresa foque na escalabilidade da fabricação enquanto os parceiros cuidam da complexidade do design.
Em resumo, a Yonhap News informa que a aliança entre a Rapidus e as 17 empresas visa unir expertise em design com capacidade de fundição, visando alcançar a produção de 2nm até 2027 e contar com o apoio financeiro já definido pelo governo japonês.


