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Tribunais do Quebec proíbem IA generativa no raciocínio judicial

Quebec proíbe uso de IA generativa no julgamento, restringindo-a a tarefas auxiliares após polêmica com jurisprudência falsa.

06 de set., 00:38 5 fontes · 2 países Regulação Regulação
Regulação
Martelo de juiz sobre uma mesa em uma sala de audiência Foto: Sora Shimazaki / Pexels

Em 5 de setembro de 2026, os tribunais do Quebec publicaram um documento de dez páginas estabelecendo regras para o uso de IA generativa pelos magistrados: a tecnologia pode auxiliar em tarefas menores, mas julgamento e deliberação continuam exclusividade humana.

O que a diretriz diz

O texto foi assinado conjuntamente pelo Tribunal de Apelação de Quebec, pelo Tribunal Superior, pelo Tribunal de Quebec e pelos tribunais municipais. A regra é direta — a IA pode ajudar em trabalhos rotineiros, mas não entra no núcleo do ofício de julgar. Nem na análise de provas, nem na elaboração do voto.

Por que a restrição

O documento deixa claro que a IA generativa não tem julgamento, nem consciência. Mais disso, não responde por nada — e isso não é detalhe, é o ponto central. Outro problema: ela não entende o contexto de cada caso, algo que foge de qualquer algoritmo por enquanto.

O gatilho

A pressa veio de uma investigação da La Presse, em março. Uma decisão judicial citava jurisprudência que não existia. A suspeita: alguém usou uma ferramenta de IA sem revisar. Com a credibilidade do Poder Judiciário em jogo, os tribunais agiram rápido.

Consequências

Apurado em 5 fontes

Global News (Canadá)

ver as 5 fontes

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