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Privacidade atrasa adoção de óculos e pins de IA

Privacidade gera preocupações que podem retardar o uso de óculos e pins de IA, apesar de lançamentos previstos da Meta e Samsung.

23 de set., 03:36 15 fontes · 10 países Segurança
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Óculos inteligentes sobre uma mesa Foto: Anete Lusina / Pexels

Segundo a BNN Bloomberg, publicada em 22 de setembro de 2026, empresas que apostam em dispositivos de IA para substituir smartphones enfrentam crescentes medos de privacidade que podem atrasar a adoção dessa tecnologia emergente.

Medos de privacidade em torno dos dispositivos

A maior preocupação gira em torno dos óculos Ray-Ban Meta, que unem as armações da EssilorLuxottica à IA da Meta na tentativa de criar uma 'superinteligência pessoal'.

Esses óculos viraram alvo de processos judiciais que analisam possíveis violações de privacidade, de usuários que temem gravações discretas e de críticos que alertam sobre a perda de anonimato e consentimento em locais públicos.

Como exemplo, a rede britânica de pubs Wetherspoon já proibiu o uso das armações em seus estabelecimentos.

Respostas das empresas e alternativas em teste

Para contornar a resistência, a Meta pretende lançar, ainda nesta semana, óculos inteligentes sem câmera em sua conferência Connect, segundo veículos citados pela BNN Bloomberg.

A Samsung planeja entrar no mercado de óculos inteligentes mais tarde neste ano por meio de parcerias com Gentle Monster e Warby Parker, embora não veja os dispositivos como substitutos dos smartphones.

Jay Kim, vice-presidente executivo da divisão móvel da Samsung, afirmou que os fatores de forma vencedores serão aqueles que tornem a interação mais natural, útil e confiável, atendendo à demanda por sistemas seguros e sob controle do usuário.

Entrevistas com quase uma dúzia de executivos, analistas e especialistas legais mostraram que os fabricantes estão testando várias formas de fator: óculos, pins, pingentes e gravadores de voz que se fixam magneticamente ao telefone.

Pessoa usando broche de IA na roupa
Foto: Sora Shimazaki / Pexels

Algumas startups já obtêm maior tração no setor empresarial do que no consumidor, enquanto outras consideram a solução do problema de privacidade essencial para sua sobrevivência.

A BNN Bloomberg ainda menciona que o CEO da OpenAI, Sam Altman, conversou com jornalistas em dezembro sobre a importância do processamento local de IA, embora os detalhes completos da fala não tenham sido divulgados no trecho fornecido.

Contexto de mercado e projeções

O artigo aponta que o mercado de smartphones movimenta mais de US$ 600 bilhões, e que as empresas de tecnologia enxergam nos wearables de IA a próxima grande plataforma de computação.

Porém, se as companhias não conquistarem a confiança do público, exatamente os recursos que tornam os dispositivos úteis — câmeras sempre ligadas, microfones e percepção ambiental — podem tornar-se obstáculos à sua difusão.

O desfecho do debate sobre privacidade, portanto, tem potencial para definir o ritmo e o formato da adoção desses novos aparelhos.

Apurado em 15 fontes

BNN Bloomberg (Canadá)

ver as 15 fontes

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