Segundo a Pplware, uma equipe de neurocirurgiões do National Hospital for Neurology and Neurosurgery (NHNN), em Londres, realizou em maio a primeira cirurgia cerebral auxiliada por Inteligência Artificial do mundo, removendo um tumor de 11 milímetros na glândula pituitária de um homem de 48 anos e preservando sua visão.
Como a IA auxiliou durante a operação
A tecnologia analisava, em tempo real, as imagens capturadas pela câmera do endoscópio, destacando nervos e vasos sanguíneos por meio de um esquema de cores, conforme relatado pela Pplware.
O sistema foi treinado com centenas de vídeos de cirurgias de tumor hipofisário, segundo a mesma fonte, e desenvolvido internamente pelo Hawkes Institute da University College London, rodando em um computador NVIDIA Clara IGX.
Conforme o Delo, a inteligência artificial não substitui o cirurgião, mas atua como um par adicional de olhos, alertando o médico sobre estruturas delicadas que são difíceis de visualizar a olho nu.
Resultado clínico e retomada das atividades
Logo após deixar o bloco operatório, o paciente relatou recuperação imediata da visão nítida, segundo a Pplware, e conseguiu caminhar sem óculos nem bengala já na primeira semana pós‑operatória.
Ele voltou ao trabalho como gestor de apoio ao cliente em poucos dias, conforme a mesma fonte.
O NHNN, fundado em 1859 como primeiro hospital dedicado exclusivamente à neurocirurgia, tornou‑se também o primeiro a realizar um procedimento neurológico com apoio de IA, acrescenta a Pplware.

A operação foi financiada pelo National Institute for Health and Care Research (NIHR) no âmbito de um ensaio clínico, e Mike Lewis, diretor científico de inovação do instituto, destacou o potencial da tecnologia para melhorar os cuidados, informa a Pplware.
O Delo aponta que, após cerca de oito semanas, Rhys Hibbert retomou suas atividades cotidianas e profissionais, tendo consentido participar da pesquisa que testou o sistema.
Ambas as fontes destacam que o tumor de 11 mm estava localizado próximo às artérias carótidas e aos nervos ópticos, de modo que um erro de apenas um milímetro poderia causar cegueira, AVC ou morte.
A cirurgia foi realizada por via nasal, com uso de endoscópio, conforme descrito pelo Delo, e o tumor era benigno, segundo a mesma fonte.
Antes do procedimento, o paciente já vinha apresentando desequilíbrio hormonal e deterioração da visão, sintomas que pioraram apesar do manejo inicial não cirúrgico, conforme relatado pela Pplware.


