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Primeira cirurgia cerebral com IA salva visão de homem de 48

Operação em maio no NHNN de Londres removeu tumor hipofisiário de 11 mm com IA em tempo real

30 de ago., 04:28 3 fontes · 3 países Pesquisa
Pesquisa
Sala de cirurgia cerebral com equipe médica e equipamentos Foto: Mehmet Turgut Kirkgoz / Pexels

Segundo a Pplware, uma equipe de neurocirurgiões do National Hospital for Neurology and Neurosurgery (NHNN), em Londres, realizou em maio a primeira cirurgia cerebral auxiliada por Inteligência Artificial do mundo, removendo um tumor de 11 milímetros na glândula pituitária de um homem de 48 anos e preservando sua visão.

Como a IA auxiliou durante a operação

A tecnologia analisava, em tempo real, as imagens capturadas pela câmera do endoscópio, destacando nervos e vasos sanguíneos por meio de um esquema de cores, conforme relatado pela Pplware.

O sistema foi treinado com centenas de vídeos de cirurgias de tumor hipofisário, segundo a mesma fonte, e desenvolvido internamente pelo Hawkes Institute da University College London, rodando em um computador NVIDIA Clara IGX.

Conforme o Delo, a inteligência artificial não substitui o cirurgião, mas atua como um par adicional de olhos, alertando o médico sobre estruturas delicadas que são difíceis de visualizar a olho nu.

Resultado clínico e retomada das atividades

Logo após deixar o bloco operatório, o paciente relatou recuperação imediata da visão nítida, segundo a Pplware, e conseguiu caminhar sem óculos nem bengala já na primeira semana pós‑operatória.

Ele voltou ao trabalho como gestor de apoio ao cliente em poucos dias, conforme a mesma fonte.

O NHNN, fundado em 1859 como primeiro hospital dedicado exclusivamente à neurocirurgia, tornou‑se também o primeiro a realizar um procedimento neurológico com apoio de IA, acrescenta a Pplware.

Equipe de saúde analisando imagens em monitor durante procedimento
Foto: Tima Miroshnichenko / Pexels

A operação foi financiada pelo National Institute for Health and Care Research (NIHR) no âmbito de um ensaio clínico, e Mike Lewis, diretor científico de inovação do instituto, destacou o potencial da tecnologia para melhorar os cuidados, informa a Pplware.

O Delo aponta que, após cerca de oito semanas, Rhys Hibbert retomou suas atividades cotidianas e profissionais, tendo consentido participar da pesquisa que testou o sistema.

Ambas as fontes destacam que o tumor de 11 mm estava localizado próximo às artérias carótidas e aos nervos ópticos, de modo que um erro de apenas um milímetro poderia causar cegueira, AVC ou morte.

A cirurgia foi realizada por via nasal, com uso de endoscópio, conforme descrito pelo Delo, e o tumor era benigno, segundo a mesma fonte.

Antes do procedimento, o paciente já vinha apresentando desequilíbrio hormonal e deterioração da visão, sintomas que pioraram apesar do manejo inicial não cirúrgico, conforme relatado pela Pplware.

Apurado em 3 fontes

Pplware (Portugal) · Delo (Eslovênia)

ver as 3 fontes

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