Em 2 de outubro de 2026, durante o terceiro encontro do Conselho de Desenvolvimento da Inteligência Artificial, o presidente do Cazaquistão, Kassym‑Jomart Tokayev, afirmou que a inteligência artificial deve tornar‑se um instrumento central da modernização industrial, destacando que o volume de produção industrial do país chegou a cerca de 46 trilhões de tenge nos oito primeiros meses do ano.
Bases de dados industriais unificadas
Segundo o Zakon.kz e o Kapital.kz, Tokayev determinou a criação de bases de dados setoriais com padrões únicos de qualidade, interoperabilidade e segurança de uso. Ele explicou que as empresas já possuem grandes volumes de dados de produção, mas esses estão fragmentados, variam em qualidade e muitas vezes não são adequados para alimentar sistemas de IA. O objetivo é que pesquisadores e desenvolvedores locais tenham acesso claro e transparente a esses dados, enquanto informações comerciais confidenciais, estratégicas e críticas permanecem protegidas. O presidente também pediu que o governo e o setor privado elaborem diretrizes comuns para formar essas bases, enfatizando sua aplicação prática no desenvolvimento de soluções tecnológicas nacionais.
Próxima etapa: transportes e logística
Tokayev propôs que a próxima reunião do Conselho seja dedicada à implementação da inteligência artificial no setor de transportes‑logística — tema que, segundo ele, pode ampliar o potencial do setor, elevar a eficiência operacional e fortalecer a capacidade de trânsito do Cazaquistão, aspecto vital para a economia nacional. Suas declarações, reproduzidas pelo Zakon.kz e pelo Kapital.kz, indicam que o trabalho deve ser aprofundado nos setores com maior significado estratégico, e que a transformação da logística pode gerar ganhos palpáveis de produtividade.
IA dentro da estratégia Digital Kazakhstan
Conforme relatado pelo Kazinform, Tokayev lembrou que o país já construiu uma base sólida para IA dentro da estratégia Digital Kazakhstan, que se estende até 2029, com o propósito de transformar o potencial em resultados econômicos mensuráveis. Ele citou o relatório das Nações Unidas de 2026 que classifica a inteligência artificial como uma das cinco megatendências transformadoras da economia mundial, e lembrou que, nos últimos cinco anos, a participação de patentes relacionadas à IA no total de pedidos quase triplicou — um dado que sinaliza um deslocamento tecnológico estrutural. "A verdadeira força da IA está em ampliar o que as pessoas já fazem", disse Tokayev, reforçando que engenheiros tomam decisões mais precisas, a produtividade do trabalho sobe e gestores contam com informações analíticas em tempo real para decisões operacionais fundamentadas.


